29.1.18

1- QUEM É JOJO TODYNHO, UM FENÔMENO, QUE VIU O PAI SER ASSASSINADO: “QUE TIRO FOI ESSE?”; 2- MP QUESTIONA MEIRELLES SOBRE O RECEBIMENTO DE CERCA DE R$ 220 MILHÕES

REDAÇÃO -


Com menos de 1 metro e meio de altura, 100 quilos e sutiã tamanho 58, Jordana Gleise de Jesus Menezes está bem longe de encarnar o estilo das musas que arrebanham legiões de fãs nas redes sociais, mas sua conta no Instagram é uma das mais movimentadas da internet. Nos últimos tempos, o perfil da funkeira de 20 anos, que tem o nome artístico de Jojo Maronttinni mas é conhecida mesmo pelo codinome Jojo Todynho, tem crescido ao ritmo alucinante de aproximadamente 50 000 novos seguidores por dia e já conta com mais de 1,8 milhão de entusiastas. Com tantos interessados em suas composições e nos vídeos que publica, ela também foi malandra e aproveitou a oportunidade para alavancar a carreira. Arranjou participações em novelas, clipes e lançou aquele que, ao que tudo indica, deve se consolidar como o hit deste verão, o funk Que Tiro Foi Esse. Em menos de uma semana, ele se instalou no primeiro lugar no aplicativo Spotify e seu clipe somava na semana passada 54 milhões de visualizações no YouTube.

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Jojo tem autoridade para falar da violência e da vida complicada nas regiões pobres do Rio. Ela tinha 2 meses quando a mãe, a empregada doméstica Ione, pediu à avó paterna, Rita Maria, e à tia, Ana Cristina, que cuidassem da filha. Aos 10 anos, viu o pai ser assassinado da janela de casa. Foi camelô, vendeu picolé no trem e trabalhou num parque de diversões do subúrbio. Largou a escola no 1º ano do ensino médio. Foi reprovada duas vezes — e em casa só foram saber muito tempo depois. Às vésperas de completar 15 anos, quase matou a avó e a tia de susto ao sumir durante um fim de semana inteiro. Como castigo, ficou sem a festa de aniversário. “Eu achava que ela não chegaria aos 20 anos. Uma amiga, que é mãe de santo, disse para eu ficar calma, que ela não só viveria como ficaria rica”, conta a tia Ana Cristina. (via Revista Veja Rio)

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Ministério Público questiona Meirelles sobre o recebimento de cerca de R$ 220 milhões

Reportagem de Marcelo Rocha da coluna Expresso da revista Época.

O Ministério Público Federal questionou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sobre o recebimento de aproximadamente R$ 220 milhões no exterior por sua empresa de consultoria, a HM&A. A procuradoria enviou a Meirelles três perguntas sobre o assunto. Quis saber quais empresas efetuaram pagamentos à consultoria, o que motivou os depósitos e a razão de eles terem ocorrido no exterior.

O ministro disse ao MP que cumpriu a legislação à risca. Explicou que o grupo J&F foi a único a fazer depósitos na conta da HM&A no exterior em razão da “efetiva prestação de serviços contratados na forma da lei” e antes de tomar posse, em maio de 2016. Disse ainda que o contrato com o J&F previa o pagamento em dólar e que houve determinação para que a HM&A não mais prestasse serviços quando assumiu o cargo público.
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