28.1.18

1- RIO, ONDE INDÚSTRIA NAVAL FOI DESTRUÍDA, LIDERA PERDA DE EMPREGOS; 2- STJ NEGA HABEAS CORPUS A EDUARDO CUNHA

REDAÇÃO -


Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho mostram que o Rio de Janeiro foi o estado que mais fechou postos de trabalho com carteira assinada, com 92.192 vagas eliminadas em 2017.

"Isso aponta para uma situação calamitosa no Rio. Há uma situação local que precisa ser resolvida. Passou-se o período de grandes eventos, a questão da Petrobras também influencia o mercado de trabalho no Rio", disse o coordenador de estatística do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães.

Em todo o país, no terceiro ano seguido com cortes no mercado formal de trabalho, foram fechados 20.832 postos com carteira assinada em 2017.

Todos os setores da atividade econômica demitiram mais que contrataram em 2017 no Rio. O pior desempenho foi o do serviço, com fechamento de 47.052 postos de trabalho. Esse resultado foi seguindo pelo saldo negativo nos setores da construção civil (-19.448), indústria (-11.944), comércio (-7.791) e administração pública (-2.105).

Em números totais, as cidades que mais encerram vagas de trabalho com carteira assinada, no estado, foram a capital (-55.527), Macaé (-8.904), Duque de Caxias (-8.329) e Niterói (-4.985). (via Rio247)

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STJ nega habeas corpus a Eduardo Cunha

Do Poder 360:

O vice-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Humberto Martins, negou o pedido de habeas corpus da defesa do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB). O recurso tentava a suspensão da ação penal contra o político (eis a íntegra). Cunha foi denunciado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O ex-deputado está preso preventivamente desde outubro de 2016 por decisão do juiz federal Sérgio Moro. Cumpre pena no Complexo Médico Penal de Pinhais (PR), na Grande Curitiba.

Ao STJ, a defesa de Cunha argumenta que a Justiça Federal do Distrito Federal rejeitou 1 total de 48 pedidos de diligência formulados pelos advogados do político. O habeas corpus cita que a primeira instância não analisa “qualquer dos requerimentos, parecendo […] 1 recorta/cola padrão que se presta a qualquer requerimento de tão evasiva e sem fundamentos que é”.

Na decisão, o ministro Martins diz  não ver nenhuma ilegalidade e destacou que o juízo de primeiro grau classificou como desnecessárias as diligências, já que a própria defesa poderia providenciar a apresentação dos documentos requeridos –sem haver, portanto, a necessidade de intervenção judicial.
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