27.1.18

A FEBRE QUE GEROU INAÇÃO E O RETROCESSO SOCIAL AOS TEMPOS DA DITADURA

ANDRÉ MOREAU -


A condenação do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pode ter vacinado parte dos incautos contaminados pela febre verde/amarela - oriunda da narrativa de ódio, acirrada por editores das Organizações Globo, a partir de 2013, pelos mesmos que vem operando com ações de intimidação e terror o Lawfare, visando empurrar a população ao estado de inação decorrente do "botin", mas em função do golpe de 2016, outra febre passou a ameaçar o povo: a febre amarela.

O judiciário disseminou a febre verde/amarela com suporte da mídia conservadora

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que chancelaram o impeachment, sem mérito, da Presidenta Dilma Rousseff, serão colocados a prova pela nação brasileira, novamente para tratar de um tema caro: a Constituição que diz que o cidadão não poderá ser preso, enquanto não esgotar o seu último recurso, inclusive aqueles que não têm efeito suspensivo, como o recurso especial interposto junto ao Superior Tribunal de Justiça, ou o recurso extraordinário perante o Supremo Tribunal Federal - cláusula pétrea que divide o pleno do STF, desde outubro de 2016.

Isso ocorrerá caso o advogado Cristiano Zanin Martins, tenha que recorrer ao STF visando contestar a condenação do ex-Presidente Lula, determinada pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que por 3 a 0 condenaram Lula a doze anos e um mês de prisão, em regime fechado.

“Eu duvido que o façam, porque não é a ordem jurídica constitucional. E, em segundo lugar, no pico de uma crise, um ato deste poderá incendiar o País”, ressaltou Mello, depois do acordão do Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF-4) que aumentou a pena para doze anos e um mês, em regime fechado.
“A prisão de Lula incendiaria o País”, destacou o Ministro do STF Marco Aurélio Mello, por isso não acredita que Lula seja preso.

O Ministro Marco Aurélio Mello, defende a revisão do entendimento.

“Se não for preso é porque essa jurisprudência realmente não encontra base na Constituição Federal, e tem que ser revista”, disse o relator que foi voto vencido em duas ações apreciadas em 2016, quando o STF firmou entendimento de que é possível iniciar o cumprimento da pena após a condenação em segunda instância. O placar foi de 6 a 5, “(...) será que nós outros cinco estávamos tão errados?”, questionou o ministro (24).

“E se o Tribunal evoluir, vai evoluir em boa hora”, considera o ministro que acha melhor o STF decidir o “quanto antes” sobre a matéria que agora acumula o destino do ex-Presidente Lula e, conseqüentemente, do sistema “democrático”.

A prisão após segunda instância, “Para os cidadãos em geral é o que vem ocorrendo. Agora eu quero ver, é uma prova dos nove dessa nova jurisprudência, como eu disse, se forem determinar a prisão do ex-presidente. Eu não acredito”, concluiu.

Qual a ligação do surto de febre amarela com o contingenciamento de gastos do "governo"?

O surto de febre amarela que vem provocando a morte de cidadãos em diferentes regiões do País decorre do uso indiscriminado de pesticidas necessários ao incremento do agro-negócio, venenos que matam predadores naturais dos mosquitos como sapos e lagartixas, dentre outros.

No que diz respeito à prevenção, o congelamento de gastos impostos pelo governo ilegítimo que levou seus integrantes a fracionar por cinco a vacina, também dividiu a comunidade científica. Para entrar em qualquer País, é preciso ter atestado que comprove vacinação contra a febre amarela, em dose integral.

Cumpre ressaltar que no Brasil não é emitido comprovante de vacinação contra a febre amarela, para quem vai viajar ao exterior, se a dose for fracionada. Até então o único País que fez tal experimento foi o Congo.

Outra ameaça provocada pelo desequilíbrio ambiental do agro-negócio, é a falta de água em decorrência do uso indiscriminado feito pelos produtores, o que certamente influenciou o ilegítimo Michel Temer, ao autorizar o lançamento de rastros químicos, para provocar chuvas. Devido aos componentes químicos desses rastros pulverizados na atmosfera, inclusive por aviões comerciais, tais chuvas são ácidas e provocam apodrecimento de raízes e deslizamento de encostas.

A “privatização” de terras próximas ou, sobre bacias hidrográficas, visando abastecer com água mineral fábricas como a Nestlé, Coca-Cola e a Tibrás do Brasil que fabrica titânio, gera outro problema além de contribuir com a proliferação dos mosquitos: secas e o aumento do preço no fornecimento de energia elétrica.

A alienação de incautos, no entanto, através de mentiras repetidas, combinadas com ações jurídicas que distorcem leis visando destruir adversários políticos (Lawfare), gera a pior febre: a verde/amarela que vem provocando o medo e caos que vivenciamos desde a ação penal nº 470 - o Mensalão.

A febre verde/amarela gerada por representantes dos três podres e dos oligarcas que comandam meios de comunicação conservadores, envolvidos com a doutrina Lawfare, está levando o País a uma convulsão social.

Por isso é mais nociva ao bem estar social do que a febre amarela que para ser erradicada depende de prevenção sanitária e de um estado legítimo.

A febre verde/amarela lembra os tempos da ditadura de 64 - quando na redação de O Globo, foi cunhada a seguinte sentença: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo” -, para justificar a narrativa de terror e ódio dos gorilas de plantão.

* André Moreau, é Professor, Jornalista, Cineasta, Coordenador-Geral da Pastoral de Inclusão dos "D" Eficientes nas Artes (Pastoral IDEA), Diretor do IDEA, Programa de TV transmitido pela Unitevê - Canal Universitário de Niterói e Coordenador da Chapa Villa-Lobos - ABI - Associação Brasileira de imprensa, arbitrariamente impedida de concorrer à direção nas eleições de 2016/2019.