25.1.18

ELEIÇÃO SEM LULA, É FRAUDE! "PRETO VELHO ME CONTOU ONDE MORA A SENHORA LIBERDADE NÃO TEM FERRO NEM FEITOR" [VÍDEO]

ANDRÉ MOREAU -

(O sub-título é uma estrofe do samba enredo da Escola de Samba Paraíso do Tuiuti, em homenagem aos membros e compositores Cláudio Russo, Moacyr Luz, Dona Zezé, Jurandir e Aníbal).

Samba do Paraíso do Tuiuti 2018
 “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”

A confirmação da sentença feita pelos três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, de Porto Alegre, exarada dia 24, condena a política de bem estar social, além de reforçar a ação dos meios de comunicação associados a doutrina de guerra assimétrica Lawfare¹ que vem sendo implantada no país.


O que dizer da dosimetria fixada em doze anos e um mês, em regime fechado, pelo fato do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva não ser proprietário do triplex?

Trata-se de uma das variantes do Lawfare, usada na narrativa de ódio acirrada a partir de 2103, por editores das Organizações Globo que poderá levar o país a uma convulsão social, de acordo com “informantes não oficiais²”.

A condenação deu gás para todos que não admitem o alijamento do processo histórico de lutas por direitos humanos e enfrentam no dia-a-dia ações de outra doutrina, a de choques de Milton Friedman que vem sendo aplicada nos Tribunais da Inquisição.

É contra cidadão que não admitem o uso da teoria do “domínio do fato”, para admitir denúncias visando condenar inimigos políticos, com base em convicções, amplamente divulgadas pelos meios de comunicação conservadores, como a mais pura verdade que operam visando impedir o uso da razão.

A ordem agora é repetir através de “especialistas” ligados a narrativa das Organizações Globo, que quem apóia a candidatura de Lula, é fanático. O estigma objetiva criar outra cortina de fumaça na tentativa de impedir a reflexão e conter os cidadãos que estão lutando pela democracia e não somente por um ser.

O brilhantismo do advogado Cristiano Zanin na defesa do ex-Presidente Lula, expõe o uso da Lawfare, empregada para derrubar Lula, bem como governantes de diferentes esferas administrativa, doutrina que se tornou comum no Brasil, depois do golpe contra a Presidenta Dilma Rousseff.

Nunca é demais lembrar que, o hoje interno Eduardo Cunha, foi quem comandava a Câmara dos Deputados. Cunha foi responsável pela admissão do processo de impeachment, sem mérito, gerado a partir da narrativa de ódio que passou a ser promovida por todos os oligarcas que detém meios de comunicação conservadores, para criminalizar o governo Dilma, o PT e os partidos menores de esquerda. As propostas do Poder Executivo eram neutralizadas por Cunha, enquanto pautas bombas eram aprovadas, para desestabilizar o País.

Paralelamente, as editorias das Organizações Globo colocavam lenha na fogueira, com campanhas de austeridade e anti-corrupção, mas que na verdade visavam justificar a entrega das riquezas naturais, promover privatizações e alcançar o ex-Presidente Lula. Já os aliados como o Senador Aécio Neves, permaneceram protegidos.

O plano “A” continua sendo liquidar o PT, juntamente com outros partidos de esquerda e impedir a candidatura do ex-Presidente Lula; o “B” é fraudar as urnas de primeira geração que não emitem recibos impressos dos votos e; o “C” vazado antes do ilegítimo Michel Temer anunciar, caso os planos “A” e “B” não tenham êxito, consiste em impor o sistema semipresidencialista, ou parlamentarista.

Cumpre ressaltar que não é mais admissível que se omita a implantação da doutrina de choque usada pelo ditador do Chile Augusto Pinochet, no Brasil, a mesma que diminuiu direitos dos mais pobres, acabou com o ensino público e a Previdência Social, visando beneficiar 1% da população e os donos de bancos através de seguros que só atendem aos ricos, dentre outras ameaças como, por exemplo, a privatização de empresas petrolíferas, de geração e fornecimento de energia, de abastecimento e tratamento de água e esgoto, desmonte da industria naval e a venda de terras para estrangeiros, dentre outros retrocessos semelhantes aos que estão impondo ao Brasil.

"(...) Preto Velho me contou
Onde mora a Senhora Liberdade
Não tem ferro nem feitor (...)"
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1 - Arma de guerra assimétrica que prevê a distorção de leis em ações, combinada com farta divulgação por parte dos meios de comunicação de massas, para destruir adversários políticos.

2 - Denominação usada por agentes da CIA - Central de Inteligência Americana, para se referirem a “jornalistas” que beneficiam seus planos.

* André Moreau, é Professor, Jornalista, Cineasta, Coordenador-Geral da Pastoral de Inclusão dos "D" Eficientes nas Artes (Pastoral IDEA), Diretor do IDEA, Programa de TV transmitido pela Unitevê - Canal Universitário de Niterói e Coordenador da Chapa Villa-Lobos - ABI - Associação Brasileira de imprensa, arbitrariamente impedida de concorrer à direção nas eleições de 2016/2019.