17.1.18

O PRESIDENTE DO TRF4, TENTA TUMULTUAR O JULGAMENTO DO LULA

HELIO FERNANDES -


Falta uma semana para o 24 de janeiro, e o desembargador Thompson Flores (foto) procura garantir seu lugar nas primeiras filas do espetáculo. A mudança do seu comportamento foi inesperada e surpreendente. Meses antes, deu entrevista esclarecedora, revelou o que não se sabia.

Contou que o TRF4 tem 7 membros, mas apenas 3 participarão da decisão. Textual, importantíssimo com repercussão no Brasil todo: "O tribunal está com tantos processos vindos de Curitiba, que o julgamento não acontecerá antes de junho ou julho de 2018". Isso era julho de  2017, tranquilidade geral e absoluta.

Quatro meses depois, o próprio presidente do TRF4 provoca explosão total, anunciando espetacularmente: "O julgamento do ex-presidente acontecerá  em 24 de janeiro de 2018". Antecipação de 6 meses, o presidente não explicou como a pauta foi desanuviada.

Nem uma palavra sobre dezenas de processos que chegaram ha mais tempo, e foram preteridos no tempo, o processo do Lula passou a ter prioridade irrevogável.

E a prioridade não  foi apenas para o julgamento. Mas também para o debate, a discussão, a controvérsia. E a suspeita quase certeza: forças ocultas ganharam espaço e preponderância, passaram a influir poderosamente na redação do roteiro do julgamento.

E a supremacia  dessas novas forças, representadas com uma importância mais do que visível, movimentaram obrigatoriamente os partidários do Lula, que estavam silenciosos.Pois nesse processo e julgamento,não vale apenas o resultado. E com maior gravidade, o tempo restante para os mais diversos recursos.

Com o julgamento confirmado para a primeira data (junho-julho de 2018), Lula poderia recorrer ao próprio TRF4, STJ,STF. Lançado candidato na abertura do processo eleitoral-presidencial, disputaria a eleição, dependeria dele e dos seus partidários, a vitoria nas urnas. Ou a derrota, irreversível e sem contestação.

Mas o presidente do TRF4, não ficou tranquilo e satisfeito com esse quadro. E continuou assustado, mesmo que os "juristas do efêmero", garantissem e continuem garantindo: "Mesmo que o ex-presidente seja vencedor, não tomará posse".

Diante da imprecisão dos fatos, e da indecisão das conclusões, Thompson Flores resolveu agir direta e drasticamente. Pediu audiência á presidente Carmen Lucia, que distraída e generosa, concedeu.

Grande decepção para o desembargador, ela apenas aconselhou-o a ter calma. Mesmo ele tentando "dramatizar" o relatório, com supostas ameaças de morte a juízes. Ameaças que ninguém confirma.

Estando em Brasília e procurando recuperar o fracasso com a presidente do STF, foi ao Planalto e á PGR. Inacreditável. O presidente de um tribunal autônomo e independente, abre mão de tudo, mostra que não tem convicção. E se entrega dolosamente e dolorosamente  á pressão que ele mesmo denuncia, mas sem provas.

PS- As autoridades civis e militares de Porto Alegre, garantem: "Até agora ninguém pediu segurança, ou denunciou  ameaças de mortes".

PS2- Aparentemente são apenas informes, do conhecimento único do presidente do TRF4.

PS3- Será uma semana agitada, de hoje até o dia 24.

PS4- E haja o que houver, o dia  24 será prorrogado indefinivelmente. Até o dia 7 de outubro, e mais e mais.

INTIMADO A RESPONDER À PF, TEMER CONVOCOU O SEGOVIA

Corrupto, estouvado, sem caráter, escrúpulos ou constrangimento, teve que responder a perguntas, redigidas e enviadas pela PGR. Nem precisava ir pessoalmente, bastava preencher e devolver. Mas ficou com medo.

Convocou então o  Chefe de Policia ao Planalto. Como é do seu gosto, habito e estilo, "fora da agenda". Só foi registrar o encontro ás 6 horas, duas horas depois dele ter ido embora. Segovia entrou e saiu sem saber a razão de ter sido chamado.

E o repórter não descobriu o mínimo do que conversaram, devem ter  ficado em silencio o tempo inteiro. E o que é que o Moreira Franco vai escrever para responder as 32 perguntas?