8.2.18

1- EX-ALUNA DE ESCOLA PÚBLICA TIRA NOTA MIL NA REDAÇÃO DO ENEM E PASSA EM MEDICINA NA UFRJ; 2- ASSOCIAÇÃO DE JUÍZES FEDERAIS PEDE PARA STF ADIAR JULGAMENTO SOBRE AUXÍLIO-MORADIA

REDAÇÃO -


A estudante Beatriz Albino Sevilha, de 19 anos, foi uma dos 53 candidatos que tiraram nota 1.000 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e viu o nome dela na lista de aprovados em medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela atribui suas vitórias aos pais: ao pedreiro Junior e à telefonista Renata.

A jovem foi aprovada no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) pela cota de estudantes de escola pública, autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, com renda familiar per capita inferior a 1,5 salário mínimo. Ela cursou o ensino médio em uma Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) do Rio de Janeiro. No último ano, percebeu que "estava zerada em matemática, em física e em conhecimentos básicos" – e então procurou um cursinho.

"Consegui uma bolsa de estudos porque minha prima havia estudado lá e passado na UFRJ. No meu segundo ano no preparo para o vestibular, continuei com a bolsa porque tirei nota boa na redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)", conta.

Ela defende a política de cotas por ter vivenciado a dificuldade de uma estudante de escola pública conseguir recuperar o que não aprendeu no ensino médio. "Isso não é sistema de benefício a ninguém. É a forma de o governo corrigir um erro que é deixar o negro de lado, negligenciar a educação do pobre. Por anos, não tive matemática nem biologia" (via 247)

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Associação de juízes federais pede para STF adiar julgamento sobre auxílio-moradia

Associação de Juízes Federais (Ajufe) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o adiamento de um julgamento, previsto para março, que discutirá o direito ao auxílio-moradia para a categoria.

Num pedido encaminhado ao relator da ação, Luiz Fux, a Ajufe alegou que o processo ainda não está pronto para decisão, porque falta uma manifestação da própria entidade, que defende a manutenção do benefício.

Em dezembro, Fux liberou o processo para julgamento em plenário, mas ainda não há data definida para a decisão. Em setembro de 2014, nesta mesma ação, o ministro concedeu decisão liminar (provisória) assegurando o direito ao auxílio-moradia a todos os juízes federais em atividade no país.

Na época, os juízes federais tiveram o benefício negado pelo Conselho da Justiça Federal (CJF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Fux considerou que a categoria também pode receber, já que procuradores federais, ministros de tribunais superiores e magistrados de 18 estados à época também tinham direito. (via G1)