10.2.18

1- LAVA JATO ABRE AS PORTAS DE PENITENCIÁRIA NO PR PARA A ISTOÉ MOSTRAR O “XILINDRÓ DE LULA”; 2- SEGÓVIA, DIRETOR DA PF, INDICA QUE INQUÉRITO CONTRA TEMER SERÁ ARQUIVADO

REDAÇÃO -

A Lava Jato abriu as instalações do Complexo Médico Penal de Pinhais, nas cercanias de Curitiba, para a Istoé.

edição desta semana contém uma matéria sobre a cela de Lula — 12 metros quadrados, com capacidade para três pessoas, segundo a reportagem.

“Por decisão do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), foi reservada a Lula uma das dez celas da galeria 6 do Complexo, situada no segundo piso. Lá estão acomodados exclusivamente presos da Lava Jato e outros condenados pelo crime de colarinho branco”, diz o texto.

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“Para garantir que nada fuja do controle, a penitenciária possui muralhas, com PMs fortemente armados, como em qualquer cadeia. De qualquer forma, a fim de evitar sustos, uma equipe da PF já está sendo treinada para a condução do ex-presidente”.

O autor é Germano Oliveira, o mesmo repórter que fez uma selfie com mais quatro colegas comemorando a condenação de Lula no dia 24 de janeiro. “Essa turma eh da pesada e se reuniu hoje na sede do TRF4, em Porto Alegre, quando os desembargadores condenaram Lula por 3 a 0 a 12 anos e 1 mês de cadeia. Ainda da psra (sic) confiar na Justiça”, escreveu Germano. (via DCM)

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Segóvia, diretor da PF, indica que inquérito contra Temer será arquivado

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, afirmou nesta sexta-feira (9) que a tendência é que a corporação recomende o arquivamento da investigação contra o presidente Michel Temer no chamado inquérito dos portos.

Segundo o chefe da PF, até o momento as investigações não comprovaram que houve pagamento de propina por parte de representantes da empresa Rodrimar, que opera áreas do porto de Santos (SP), para a edição do decreto que prorrogava contratos de concessão e arrendamento portuários, assinado por Temer em maio do ano passado.

Essa é a única apuração formal contra o presidente ainda em curso perante o Supremo Tribunal Federal (STF), requerida ainda pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Segovia disse nesta sexta-feira que, nas apurações feitas, não há quaisquer indícios de que o decreto editado pelo presidente beneficiou a Rodrimar. Ele destacou que a empresa não era atingida pelo decreto, que mudou regras de concessão posteriores a 1993, o que não seria o caso dela.

“O que a gente vê é que o próprio decreto em tese não ajudou a empresa. Em tese se houve corrupção ou ato de corrupção não se tem notícia do benefício. O benefício não existiu. Não se fala e não se tem notícia ainda de dinheiro de corrupção, qual foi a ordem monetária, se é que houve, até agora não apareceu absolutamente nada que desse base de ter uma corrupção”, disse Segovia. (…)
(via Folha)