2.2.18

CADA VEZ MAIS RIDÍCULO, TEMER TENTA JUSTIFICAR A REJEIÇÃO POPULAR

MÁRIO AUGUSTO JAKOBSKIND -


O presidente que se considera honesto Michel Temer segue tentando enganar a opinião pública se apresentando em emissoras de rádio e canais de televisão. Desta vez, em uma entrevista em uma rádio baiana chegou ao ponto de pedir aos eleitores que façam uma “análise fria” de sua gestão. Antes, disse, na maior cara de pau, que parte da rejeição ao seu governo acontece porque as pessoas não vão com a cara dele.

Não se trata, presidente que se diz honesto, de uma questão pessoal, mas o seu governo, ilegítimo e produto de um golpe parlamentar, midiático e judicial, está sendo o responsável por um projeto que leva o país a recuar no tempo, inclusive anterior aos anos 30 do século passado. E boa parte dos brasileiros como indicam as mais recentes pesquisas, já perceberam, independente de quererem ou não os grupos econômicos que o apoiam, o lesa pátria Michel Temer.

O ilegítimo ocupante do Palácio do Planalto Temer mente descaradamente e a cada pronunciamento procura enganar mais ainda a opinião pública com afirmações que não resistem a uma análise minimamente apurada. Temer imagina que aparecendo na mídia comercial conseguirá reverter a rejeição, que não tem nada a ver se o consultado nas pesquisas vai ou não com a sua cara.

O lesa pátria, como é conhecido nos mais diversos setores, está se esforçando para conseguir o impossível, ou seja, colocar em pauta que a rejeição a ele se deve ao fato de que “as pessoas não vão com a minha cara”. Ele procura enganar os incautos, cada vez em número menor, defendendo o seu projeto que ainda guarda o nome de “ponte para o futuro”, quando o certo é denominar de “mergulho para o passado”.

O presidente que se diz honesto e não aceita ser considerado “trambiqueiro”, como já se sabe, está contemplando os departamentos comerciais de espaços midiáticos do Oiapoque ao Chuí. Ou será que ainda há dúvidas a esse respeito?

Temer joga o seu jogo de mentiras e manipulações, neste momento tentando reverter à rejeição ao projeto da contra reforma da Previdência. O dia da votação na Câmara dos Deputados se aproxima e, segundo comentam analistas, o governo ainda não tem os 308 votos necessários para a aprovação do projeto.

Todos os áulicos e integrantes da patota Temer são acionados para defender a contra reforma, tendo no momento grande destaque a figura do Ministro Carlos Marun, um político que ocupa um Ministério em um governo como o do honesto Michel Temer.

Outro que parece já ter gasto o repertório, mas ainda continua defendendo a tal contra reforma nas mais diversas esferas, é o Ministro da Fazenda e também aposentado do Banco de Boston, Henrique Meirelles. De quebra ainda aparece o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também com espaço garantido na mídia comercial, exatamente por defender projetos levados adiante pelo atual governo e que favorecem aos setores empresariais.

Os mencionados Meirelles e Maia aparecem na última pesquisa de opinião pública do instituto Data Folha com 1% de intenção de votos, o que de alguma forma é uma demonstração concreta de quanto as mensagens em defesa da contra reforma da Previdência influi na contagem.

Aliás, falando em pesquisa de opinião pública, a primeira realizada após a sentença dos três desembargadores do TRF-4 de Porto Alegre confirma a preferência dos eleitores ao candidato Luis Inácio Lula da Silva.

A figura de Lula de alguma forma lembra a de outros políticos brasileiros de outros tempos e que não estão mais entre nós. De 1954 até os dias atuais deste início de 2018, vale lembrar, por exemplo, Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola. Mesmo linchados pela mídia comercial, com destaque para as Organizações Globo, seguiram e seguem lembrados positivamente pelos brasileiros.

No caso de Lula, por mais que as Organizações Globo o linchem diariamente, nos dias de hoje com mais recursos tecnológicos, as pesquisas indicam que ele é ainda o candidato com maiores preferências dos brasileiros.

O desespero dos linchadores, seja na mídia comercial ou em outras esferas, aumenta e não será nenhuma surpresa se o tom das críticas, infundadas, diga-se de passagem, aumentarem.

Podem imaginar o cenário eleitoral de 7 de outubro próximo se for mantida a exclusão do candidato que conta com a preferência do eleitorado?

Por mais que manobrem contra, a verdade é que uma eleição sem a participação de Lula será colocada em dúvida, até porque as denúncias contra ele não se comprovam.

Mais do que defender o político que hoje está sendo linchado pela mídia comercial vale defender a democracia em uma eleição destinada a conhecer a opinião de milhões de brasileiros.

Não adianta nada, por exemplo, a atual presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministra Carmen Lúcia jogar para a platéia, como visivelmente vem fazendo, e outras figuras do poder judiciário fazerem o mesmo. Com esse jogo, quem mais perde é a própria justiça, que vem sendo acusada de ser um dos poderes participantes do esquema golpista que resultou na ocupação do governo brasileiro pela patota do “honesto” Michel Temer e o desejo do grupo de continuar no poder de qualquer forma.

Mário Augusto Jakobskind, é Professor, Jornalista, Escritor, vice-presidente na Chapa Villa-Lobos, arbitrariamente impedida de concorrer à direção da ABI (2016/2019) e Coordenador de História do IDEA, Programa de TV transmitido pela Unitevê - Canal Universitário de Niterói.