19.2.18

COMBATE AO CRIME-ORGANIZADO USADO PARA IMPOR MINISTÉRIO E SEPULTAR DIREITOS HUMANOS

ANDRÉ MOREAU -


Resolver a questão da segurança pública no Estado do Rio, com homens que foram treinados para guerra, é o mesmo que tentar fazer um camelo passar pelo buraco da agulha, ou seja, tão difícil como o rico ir para o reino de Deus, apesar dos esforços de "informantes não oficiais" e diretores de O Globo que já falam através de editorial que "Crise humanitária venezuelana já afeta o continente".

O problema por trás do discurso anti-crime organizado, também alardeado pelo ilegítimo Michel Temer, fica com o tamanho que tem quando ampliamos o ângulo de observação, incluindo episódios da história recente da América Latina, visando remontar o plano do governo norte-americano de transformar a República Bolivariana da Venezuela, em uma colônia.

A tentativa de invadir militarmente a Venezuela foi promovida através da Organização dos Estados Americanos (OEA) ou, como denominou o Comandante Hugo Chavez, do "Ministério das Colônias", sob ordens do Comando Sul dos EUA reiterada como de estrema necessidade pelo presidente Donald Trump.

ACIRRAMENTO DA NOVA ONDA DE GOLPES

O acordo militar assinado a portas fechadas na sede do Ministério das Relações Exteriores em Bogotá, Colômbia, em 30/10/2009, pelo ministro colombiano Jaime Bermúdez e o embaixador dos Estados Unidos em Bogotá William Brownfield, indicou que uma nova onda de golpes atingiria em breve a América Latina.

O acordo permitiu a instalação de sete bases militares norte-americanas, autorizando que 800 militares e 600 civis estadunidenses atuassem em território estrangeiro, supostamente contra o narcotráfico e o terrorismo.

Essa medida atingiu a soberania colombiana e tornou o estado ingovernável, transformando respectivamente as bases militares e as forças armadas da Colômbia: em entreposto norte-americano, visando suprir a logística aérea na citada invasão e; os militares colombianos em força auxiliar dos EUA.

Os líderes das FARC - EP - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo, apesar dos esforços na celebração do acordo de paz, foram traídos depois de cumprirem o compromisso de desarmar parte do EP e fundar, em 4/9/2017, o partido político Força Alternativa Revolucionária do Comum.

Apesar de elegerem o líder Rodrigo Londoño Echeverri, o Timochenko das FARC - EP, como presidente do partido, as ações criminosas de grupos paramilitares e facções políticas intensificaram o ódio entre a população, promovendo o assassinato de 170 líderes sociais e ativistas políticos, além de 42 ex-guerrilheiros das FARC-EP, em 2017. Em 2018 já foram assassinados 10 militantes das FARC-EP, além dos camponeses, líderes sindicais e jornalistas, retratando a ausência de segurança que levou líderes das FARC-EP a suspenderem a campanha eleitoral do partido Força Alternativa Revolucionária do Comum.

CRIMES DE DITADURAS PASSADAS VOLTAM A FERIR POVO ARGENTINO

Os retrocessos sociais na Argentina decorrentes da agenda neoliberal do Governo de Mauricio Macri, vem ferindo o povo com crimes de seqüestro, desaparecimento de corpos e assassinatos, "modus operandi", também baseado na teoria de choques, que no caso especifico, beneficia além dos EUA, a Inglaterra que administra as Ilhas Malvinas como colônias: área de 12 200 quilômetros quadrados, composto pela Malvina Ocidental, Malvina Oriental e outras 776 ilhas menores.

E Macri além de abrir mão das Ilhas Malvinas, promoveu em 5/2/2018, plano conjunto com os EUA contra a República Bolivariana da Venezuela. O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, e o argentino, Jorge Faurie, se reuniram em Buenos Aires objetivando tratar da proibição de vender produtos venezuelanos nos EUA, além de outras sanções por parte da Argentina: "Vemos a Argentina e o Governo Macri como defensores da democracia na região, e é por isso que analisamos mecanismos conjuntos para exigir que a Venezuela cumpra a Carta Democrática da OEA, uma vez que os venezuelanos merecem outro governo que respeite as liberdades individuais", declarou Tillerson na coletiva de imprensa em que defendeu a idéia de "sancionar o petróleo ou proibir a venda nos EUA de produtos que venham da Venezuela".

Dias antes o presidente argentino Macri, avisou que a Argentina não reconhecerá o resultado das eleições gerais convocadas para o dia 22 de abril. Faurie foi na mesma linha: "Não reconhecemos o processo político e o rumo autoritário tomado pela Venezuela" e defendeu outras medidas de pressão a serem impostas pelo Peru na próxima Cúpula das Américas a ser realizada em Lima.

Washington considera a Argentina como um de seus principais aliados da região, no entanto, a relação diplomática não reflete a comercial, enfraquecida por barreiras dos EUA à entrada do biodiesel argentino.

PRESIDENTE NICOLÁS MADURO ENFRENTA CONSPIRAÇÕES COM ELEIÇÕES

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ressaltou que a República Bolivariana da Venezuela está preparada para se defender da ameaça de embargo petrolífero: "Rex Tillerson em sua visita à Argentina acaba de nos ameaçar com um embargo petrolífero. Estamos preparados, Venezuela, trabalhadores da indústria petroleira: o imperialismo nos ameaça; estamos preparados para ser livres e nada nem ninguém vai nos impedir", disse Maduro.

GOLPEADO BRASIL APOIA INVASÃO DA VENEZUELA

A visita a Roraima, do ilegítimo Michel Temer (eternizado pela Escola de Samba Paraíso do Tuiuti na figura de "vampiro"), está ligada ao plano promovido pelo governo estadunidense, empresários "donos" dos veículos de massas do Grupo Globo, Band News, SBT e Record. O que não é falado nos respectivos noticiários, no entanto, é que vários tanques brasileiros estão estacionados em Pacaraima cidade que faz fronteira com a Venezuela.

É nesse clima de tensão marcado por mobilizações de guerra econômica e militar na América Latina, que o General Walter Souza Braga Neto, Comandante Militar do Leste, assumiu a intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro (17), tão cobrada por articulistas da mídia neoliberal - apesar do ilegítimo Michel Temer, ter misturado no Alvorada - crime organizado com convulsão social -, ao dizer que o crime organizado é "uma metástase que se espalha pelo país e ameaça a tranqüilidade do nosso povo".

Foram a posse do General Braga Netto, os acólitos de Temer, Luiz Fernando Pezão, Governador sem poderes, o "Prefeito/bispo" Crivella, representado na Escola de Samba Mangueira, como "Judas", e o Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, que enquanto candidato ao governado do Rio em 1988, proclamou que acabaria com a violência em seis meses, mas ao contrário, acabou foi com os CIEPs - Centros Integrados de Educação Pública, juntamente com o projeto que previa reverter o quadro de violência a partir da educação pública de qualidade. Graças a Maçonaria, nenhuma denúncia contra Moreira foi investigada.

O tom conativo do ilegítimo ao anunciar parte do plano que está por trás da intervenção militar, assim como foi cobrado em O Globo (16): "Contra a crise de violência, governo quer criar Ministério de Segurança", em substituição ao Ministério de Direitos Humanos, deve ter despertado a criatividade de outros carnavalescos que se apresentarão em 2019: "O governo dará respostas duras, firmes", disse Temer ao nomear o interventor, responsável por coordenar e executar as atividades de segurança pública nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

DIFERENTES TIPOS DE MANIPULAÇÕES BENEFICIAM OS "DONOS" DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

A tática de confundir o povo com grandes distúrbios, oriunda da teoria de choques do economista Milton Friedman, usada na ditadura do General Augusto Pinochet, no Chile, é a mesma que vem sendo operada no Brasil e no Equador, combinada com a doutrina Lawfare, sem participação explicita das forças armadas, sob o manto "anti-corrupção" e "anti-crime organizado", que objetiva "salvar o Continente dos governos populistas", usando leis e mídias, para "constranger o inimigo político, até que ele se torne vulnerável", como foi feito contra a Presidenta Dilma Rousseff e vem atingindo o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As ações de dominação neoliberal atingem primeiro os mais pobres através da fome, em seguida setores da classe média também alienados culturalmente, conforme prevê o relatório Kissinger dos anos 70.

Vivenciamos outro tipo de manipulação, além da jurídica, parlamentar e midiática: oriundo da tecnologia de pulso, plasma e sônico eletromagnético Tesla com "bombas de ondas de choque", detectada pela Frota Russa do Norte da Marinha Russa que considerou "mais do que provável" que os oficiais da Marinha dos EUA tiveram "conhecimento total" da catástrofe que o teste de terremoto gerou no Haiti em 12/1/2010.

O Comandante Delegado do Comando Sul, General P.K. Keen, estava na ilha para supervisionar a operação deflagrada com o sismo que devastou o Haiti, nitidamente resultado do teste da arma de terremotos, feito pela Marinha norte-americana.

O teste de manipulação climática foi denunciado pelo Comandante Hugo Chaves: a arma de guerra climática desenvolvida no laboratório Haarp, no Alasca, a partir de estudos do cientista Nikola Tesla, é capaz de provocar terremoto, maremoto, tempestade como a que ocorreu nos municípios fluminenses (15), tão forte que em duas horas atingiu volume de água superior ao previsto para todo mês de fevereiro, matando cidadãos, arrancando árvores com raízes como se fossem pequenos arbustos e derrubando casas, mas beneficiando o agronegócio.

O leitor atento a esse tipo de manipulação, pode aprofundar as pesquisas levando em conta que além da audiência, os empresários da comunicação, que também são donos de fazendas e empresas de agronegócio, mantidas com esse tipo de chuva ácida, se beneficiam também com a manipulação do clima na esfera militar, por se tratar de uma eficiente arma de guerra.

* André Moreau, é Professor, Jornalista, Cineasta, Coordenador-Geral da Pastoral de Inclusão dos "D" Eficientes nas Artes (Pastoral IDEA), Diretor do IDEA, Programa de TV transmitido pela Unitevê - Canal Universitário de Niterói e Coordenador da Chapa Villa-Lobos - ABI - Associação Brasileira de imprensa, arbitrariamente impedida de concorrer à direção nas eleições de 2016/2019.