19.2.18

DO BICHO À MÁFIA - PARTE 7

REDAÇÃO -

Extraído do livro “Os porões da contravenção – Jogo do bicho e ditadura militar: a história da aliança que profissionalizou o crime organizado”, de Aloy Jupiara e Chico Otávio.

Apresentação dos jurados do desfile das escolas de samba em 2005.
A chegada de Capitão Guimarães ao mundo da contravenção (e do crime, a segunda em decorrência da primeira), trouxe ares de Estado-Maior à cúpula dos “corleone-do-bicho”. Adotaram-se procedimentos técnicas empresariais, investiu-se em informática, adotaram-se normas de hierarquia. As reuniões agora contavam com atas (em lugar do fio-do-bigode).

A divisão formal de territórios foi comentada pelo próprio Guimarães: “Antes, você podia dormir com 50 pontos e acordar sem nenhum. Reuni os banqueiros daqui e loteamos Niterói.” Fez o mesmo com o Rio de Janeiro e sua Região Metropolitana. Qualquer território, agora, tinha um dono, com direitos reconhecidos pelos demais.

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