16.2.18

JOÃO DORIA NO SAMBÓDROMO: ENTRE DESFILAR OU SE DESFILIAR

HELIO FERNANDES -


É difícil encontrar alguém tão confuso e complicado. Eleito pelos votos do governador Alckmin, errou de afirmação e de endereço. Antes da posse como prefeito, já começou a articulação do próprio nome, como presidenciável.

Mostrou um slogan, fingiu que convencia, exibiu como bandeira e roteiro inicial: "Não sou político, sou gestor”. Mas complicou e se confundiu tanto, que mergulhou na politicalha e ficou distante da posição do gestor.(Administrador). Não conseguiu se firmar como prefeito, tentou fixar um perfil de presidente da Republica.

Passou a viajar com insistência, pelo Brasil e pelo mundo. Cobrado por essa biodiversidade, fingiu que enganava: "Com a nova tecnologia, posso estar ao mesmo tempo em outros lugares e na prefeitura". Não percebeu que perdia a prefeitura e não encontrava o caminho de Brasília.

Finalmente abandonou esse primeiro objetivo e se lançou como candidato a governador. Sem votos próprios e sem legenda, usou as palavras popularizadas por dois corruptos, Temer e Jucá, rapidamente DESEMBARCOU dessa nova candidatura.

Tentou então a terceira, o senado. São duas vagas, foi convencido por amigos, que poderia se eleger até com facilidade. Se tivesse caminhado inicialmente por esse caminho, até razoável. É moço, em 2022 tentaria o Planalto. Mesmo que não se elegesse presidente, ainda teria mais quatro anos no senado.

PS- Marcou encontro com varias pessoas no Sambódromo, "todos estariam lá".

PS2- Para o senado precisa se filiar a um partido. Nem isso consegue.

PS3- Perto dele, o Huck é um gênio. Mas os dois têm uma data chave: 7 de abril.

PS4- Faltam exatamente 50 dias, improrrogáveis.