9.2.18

POLÍCIAS, FORÇAS ARMADAS E AS FAVELAS

RUMBA GABRIEL -


Todos os favelados precisam infelizmente entender o que a história nos apresenta. Negros, pobres, favelados e índios, são considerados eternamente coisas. Sendo coisas não têm sentimentos, desta forma, podem ser eliminados, executados, etc.

Na favela do Pica-Pau que faz parte do Complexo do Jacarezinho, na década de 80, um policial militar desses corruptos de plantão do Estado, foi morto no interior da favela. Resultado, oito moradores inocentes executados, inclusos nesse fato, um casal de comerciante italiano (Adriano), um jovem militar paraquedista e outros trabalhadores.

A seguir, Vigário Geral não foi diferente. Morte de policial e a conseqüente chacina de moradores e seus esculachos, 21 moradores mortos. Poderia citar aqui outros absurdos, mas é só uma preleção.

Jacarezinho agosto de 2017. Um policial morto em circunstâncias não esclarecida resultou em oito mortes. Na sequência, um delegado assassinado nas proximidades da favela e mais invasões e mortes.

Claramente as operações não tinham nada haver com estratégias e inteligência e sim vingança! O que vemos nesses atos, até Deus duvidaria se o contássemos. O mais abominável, é que eram delegados, homens comprometidos com a Lei e que faziam exatamente o contrário. Arrombavam portas, xingavam idosos, batiam em jovens e pais de família, além de subtrair pertences das residências confirmando a sua máxima de que todos os favelados são no mínimo coniventes com o crime.

Em uma dessas desastrosas “operações”, vi no meu portão um delegado careca com chaves nas mãos pronto para abrir o portão. Moradores da minha rua graças a Deus unidos, imediatamente foram ao seu encontro e lhe perguntaram o que ele desejava com aquelas chaves nas mãos. Ele gaguejou, disfarçou pediu para cagar e saiu de fininho. Que bom porque OFENDÍCULOS lhe aguardavam. Não foi necessário acioná-los. Isso precisa ser uma prática dos moradores, pois é garantido na Constituição.

Por fim, para justificar o título deste texto, as Forças Armadas sob o comando do Exército ocioso, também resolveu partir para as favelas ao invés de partir para as fronteiras. Passaram assim a promover novas péssimas imagens com o povo favelado como esta que está servindo de chamada. Entendemos que o serviço de inteligência deste setor, identificou esta senhora como suspeita, visto que ela poderia está carregando “alguns muitos quilos” de drogas e armas escondidas no carrinho do bebê que ao ser descoberto chora desesperado tentando dizer:” Perdemos mamãe”. Fala sério general, saia dos nossos quilombos e vá para as fronteiras. Já não bastaram os tumbeiros e senzalas nas nossas vidas?