25.3.18

1- ‘BALTA NUNES’, INFILTRADO DO EXÉRCITO EM ATO DE RUA CONTRA TEMER, É INTIMADO A DEPOR; 2- BOULOS CRITICA INTERVENÇÃO: PM MATOU 7 NA ROCINHA. É ASSIM QUE SE COMBATE A VIOLÊNCIA?

REDAÇÃO -

Informação de Luiz Vassallo no blog de Fausto Macedo do Estadão.


O major do Exército William Pina Botelho, que se passou por manifestante em atos contra o presidente Michel Temer (PMDB), em 2016, foi arrolado como testemunha dos 18 jovens com quem foi detido pela Polícia Militar. Ele usava um perfil com nome falso nas redes sociais para se comunicar com os manifestantes.

Dois inquéritos abertos pelo Ministério Público Federal de São Paulo para investigar se o flagrante dos jovens teria sido forjado junto à PM de São Paulo estão a caminho de serem arquivados. Outro, na Procuradoria Militar, já foi enterrado. Botelho foi promovido a major após os 18 jovens detidos junto com ele virarem réus por organização criminosa em um processo no qual não é denunciado e sequer citado pela promotoria estadual de São Paulo.

No dia 4 de setembro de 2016, 21 pessoas, sendo 3 adolescentes, foram detidos em ato contra o governo Michel Temer. Naquela noite, um deles não foi detido: trata-se do capitão infiltrado do exército, William Pina Botelho, que trabalhava para o serviço de inteligência. Assim como outros jovens, não foi levado para o Deic, nem preso por uma noite. Na manhã seguinte, o juiz Paulo Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo mandou soltar todos os jovens afirmando que a prisão era ilegal. O caso foi divulgado inicialmente pelo jornal El País.

(…)
Após a denúncia, ‘Balta Nunes’ foi promovido de capitão a major e atualmente mora em Manaus. A Justiça da capital amazonense foi questionada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo se seria possível realizar seu depoimento por meio de videoconferência. Do contrário, a defesa dos jovens terá de ouvi-lo em Manaus. Ele já foi intimado a depor.

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