29.3.18

1-BARROSO FALA EM “RISCO DE DESTRUIÇÃO DE PROVAS” PARA PRENDER AMIGOS DE TEMER; 2- TEMER IGNOROU PEDIDOS DA PF PARA DAR EXPLICAÇÕES EM CASO DE PROPINA NO PORTO DE SANTOS

REDAÇÃO -


O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo, que mandou prender aliados e amigos do presidente Michel Temer citou em seu despacho autorizando a deflagração da Operação Skala ‘risco concreto de destruição de provas’.

Ele tomou a decisão no âmbito do inquérito sobre o Decreto dos Portos a partir de alegações da Procuradoria-Geral da República, que requereu a prisão do empresário e advogado José Yunes, do ex-ministro Wagner Rossi (MDB), do empresário Antônio Celso Grecco (Grupo Rodrimar), e do coronel da reserva da PM de São Paulo João Batista Lima Filho – todos capturados nesta quinta-feira, 29.

Agentes da PF, por ordem de Barroso, fizeram buscas em diversos endereços, inclusive na sede da Rodrimar, em Santos (SP).

As investigações da PF e da Procuradoria apontam para ‘uma efetiva possibilidade de um esquema contínuo de benefícios públicos em troca de recursos privados para fins eleitorais’. O inquérito indica que o esquema vigora há pelo menos vinte anos no setor de portos. (…)
(via Estadão)

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Temer ignorou pedidos da PF para dar explicações em caso de propina no Porto de Santos

Em 2009, ao presidir a Câmara dos Deputados, Michel Temer deixou sem resposta três convites da Polícia Federal que lhe abriam a chance de refutar as acusações de receber propinas de empresas que atuavam no Porto de Santos.

Ao desprezá-los, ele não só ajudou a manter viva a suspeita de se beneficiar do esquema fraudulento, como decepcionou um antigo aluno e grande admirador: o delegado federal Cássio Luiz Guimarães Nogueira.


Esta reportagem é parte da série sobre o envolvimento de Michel Temer nos escândalos do Porto de Santos. É resultado de campanha de crowdfunding do site DCM. As demais estão aqui.