8.3.18

1- BOLSONARO CHAMA JUNGMANN DE COMUNISTA E PROMETE MINISTROS MILITARES; 2- A FACE ESCRAVOCRATA, MISÓGINA E RENTISTA DO GOLPE

REDAÇÃO -



Em discurso inflamado durante ato simbólico de filiação ao PSL, o pré-candidato à Presidência e deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) declarou nesta quarta-feira (7) que o ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann (PPS-PE), é “comunista”.

Segundo o parlamentar, o ex-ministro da Defesa, que trocou de pasta no mês passado, não falava pelas Forças Armadas e é “um desarmamentista”. Jungmann foi um dos articuladores da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro e assumiu protagonismo no debate sobre a segurança pública no país, principal bandeira de Bolsonaro.

A menção ao ministro do governo do presidente Michel Temer (MDB) ocorreu enquanto Bolsonaro defendia uma de suas principais bandeiras, o combate à violência através do armamento da população.

Bolsonaro também criticou Temer ao afirmar que a política brasileira não pode continuar a ser feita “nos porões da democracia no Jaburu”, referência à residência oficial do presidente, “ao lado de malas [de dinheiro]”. O emedebista foi alvo de duas denúncias resultantes de delações dos executivos do grupo J&F. Um deles, Joesley Batista, gravou uma conversa com Temer no Palácio do Jaburu, em março do ano passado.

“Temos aqui vários parlamentares da jocosamente chamada ‘bancada da bala’. Essa bancada vai crescer no ano que vem”, afirmou o deputado, sob gritos de incentivo dos presentes. “Quem sabe será a bancada da metralhadora”, completou.

Para o parlamentar, “a violência se combate com energia ou, em alguns casos, com mais violência”.

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A face escravocrata, misógina e rentista do golpe

O Banco Itaú, sozinho, teve um lucro líquido de R$ 24,9 bilhões em 2017.

Estima-se que em 2018 o lucro do setor bancário brasileiro, que é extremamente oligopolizado nas mãos de poucas famílias biliardárias, deverá ultrapassar R$ 110 bilhões.

Outros 800 a 900 bilhões de reais serão drenados para os agiotas não-brasileiros da mesma forma, ou seja, mediante o pagamento de juros e amortização da dívida indecente.

Enquanto isso, projeta-se um estouro do orçamento federal de 2018 em R$ 150 bilhões.

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