9.3.18

1- TRUMP ACEITA ENCONTRO COM KIM JONG UN, MAS MANTÉM SANÇÕES ENQUANTO NÃO HOUVER ACORDO; 2- ADEUS, DÓLAR? BANCO CENTRAL DA CHINA CONTINUA INTERNACIONALIZANDO YUAN

REDAÇÃO -


Donald Trump confirmou o encontro histórico com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, mas garantiu, numa mensagem desta noite via Twitter, que se mantêm as sanções contra Pyongyang enquanto não houver um acordo sobre desnuclearização. O convite para o encontro entre EUA e Coreia do Norte partiu do líder norte-coreano Kim Jong-un e Trump aceitou. "Está a ser planeado um encontro!", escreveu o Presidente norte-americano no Twitter. Segundo o Governo sul-coreano o encontro ficou agendado para Maio.

A reacção da China não se fez esperar. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Geng Shuang, comentou o encontro numa conferência de imprensa, para dizer que Pequim vê com bons olhos "o sinal positivo" vindo de Washington e de Pyongyang.

De acordo com um alto funcionário da Casa Branca em declarações à CNN, de forma a ser bem sucedido nesta acção diplomática, Kim Jong-un disponibilizou-se para suspender os testes nucleares durante este período. A mensagem de Trump acrescenta: "Kim Jong-un falou sobre desnuclearização com os representantes da Coreia do Sul, não apenas em suspensão."

A mesma fonte ouvida pela CNN disse não existirem indicações para os EUA alterarem a agenda dos exercícios militares conjuntos entre os EUA e a Coreia do Sul, que Pyongyang vê como uma "provocação". Trump vê este desenvolvimento como um "grande progresso", mas garante que as sanções são para manter até que haja um acordo.

Apesar de ter havido processos negociais anteriormente entre os EUA e a Coreia do Norte, nunca houve qualquer contacto directo entre os líderes dos dois países. Os ex-Presidentes Jimmy Carter e Bill Clinton encontraram-se com Kim Il-sung e Kim Jong-il, respectivamente, mas apenas após terem abandonado a Casa Branca.

O anúncio surge dias depois de o regime norte-coreano ter mostrado disponibilidade para entrar em negociações com os EUA sobre a sua possível desnuclearização, de acordo com responsáveis sul-coreanos que estiveram esta semana no Norte. O encontro entre delegações das duas Coreias surge depois das tréguas na Península Coreana no âmbito dos Jogos Olímpicos de Inverno. (via Público)

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Adeus, dólar? Banco Central da China continua internacionalizando yuan

"Durante o processo de internacionalização do yuan foram tomadas bastantes medidas que hoje em dia permitem usar o yuan no comércio e investimentos. Além disso, o yuan foi incluído na cesta de moedas que compõem os Direitos Especiais de Saque [SDR, na sigla em inglês]. Os principais procedimentos já foram realizados… No que se trata do papel consequente do governo ou Banco Central na internacionalização do yuan, aqui, em minha opinião, ainda há algo a fazer no que se trata de estabelecer a comunicação entre os mercados de capitais interno e externo", disse o economista chinês durante uma entrevista coletiva.

De acordo com ele, ainda é preciso bastante tempo para melhorar o uso do yuan por parte dos atores do mercado em suas transações e investimentos.

"Não podemos obrigar ninguém, as decisões são tomadas a partir de conclusões, por isso é um processo gradual. Continuaremos a internacionalização gradual do yuan", adiantou.

Ele adiantou que a continuação da abertura do mercado financeiro contribuirá para o processo de internacionalização do yuan.

O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) decidiu incluir, desde 1 de outubro de 2016, o yuan no SDR, que já abrange o dólar, o euro, a libra esterlina e o iene.

A decisão do FMI coincidiu com as expectativas dos analistas internacionais que havia muito falavam sobre a necessidade de reconhecer a China como grande ator no comércio global. O Banco Central da China saudou a decisão do FMI, considerando-a resultado do desenvolvimento econômico e da política de reformas e abertura chinesas.

O SDR é um ativo de reserva internacional criado pelo FMI em 1969 como complemento às reservas oficiais dos seus países-membros. (via Sputnik)