17.3.18

ORGIA DA MANIPULAÇÃO

RALPH LICHOTTI -


Vejo preocupadamente que meus amigos do interior admiram e aceitam a vergonhosa pobreza que vive o sertão do estado do Rio de Janeiro, e também participam, é o que posso chamar de ‘Brasil classe média se comportando como Capitão do Mato e se olhando como se fosse patrão’.

“Aos amigos os favores, aos inimigos a lei”, triste constatar que o que Maquiavel dizia há séculos atrás está vivo e a todo vapor na república de bananas onde temos notoriamente um judiciário servil e ditador, sem o mínimo critério de equidade. A maneira parcial como a Justiça vem tratando os políticos envolvidos nos escândalos a descaracteriza, desequilibrando sua balança e tornando a sua venda uma falácia.

De um lado bilhões de reais, malas, maletas e gravações, do outro, pequenos bens materiais que atribuem de forma vexaminosa como sendo de propriedade do ex-presidente Lula, isso pra tirá-lo da disputa eleitoral após um golpe que está devolvendo o Brasil para as mãos de uma pequena elite burguesa, que ensina aos jovens nada além do valor do consumo - que suas rendas não podem sustentar, pois os 5 mais ricos do país detém mais dinheiro que 100 milhões de brasileiros juntos. E a classe média cuja, a diferença do favelado é uma renda média de 5 mil por mês bate palmas pra essas barbáries fascistas do judiciário e da mídia que banca essa falsa moralidade judicial. Pasmem!

Onde está à bravura do povo brasileiro de outrora? Segue a desenfreada e escandalosa venda do que resta de nossas riquezas aos interesses dos chineses e norte-americanos, daqui a pouco teremos que pedir água e petróleo nas rodas econômicas de Xangai e Chicago.

Fechando por hoje, para a reflexão dos seletos leitores da TRIBUNA DA IMPRENSA Sindical, fica uma pergunta: se Lula morrer, os bens que atribuem ser do ex-presidente (condenado há doze anos) pela lei ficaria para seus filhos? Certo que não. Mas a fazenda de Aécio Neves e Zezé Perella, que recebe mercadorias da boa, com certeza os filhos herdariam sem qualquer problema. Isso é o que podemos chamar de ‘os dois lados da nossa Lei’.