7.3.18

VIVA A FORÇA DAS MULHERES!

EUSÉBIO PINTO NETO -


8 de Março, 'Dia Internacional da Mulher' é bem mais que uma data onde as mulheres são lembradas e homenageadas. Este é um dia onde precisamos recordar as imensas desigualdades que existem na sociedade. É um dia de luta para que as cruéis opressões contra elas, não mais ocorram. É um dia de celebrarmos as conquistas da categoria e para seguirmos valorizando a luta feminina.

As mulheres sofrem preconceito e restrições por inúmeras razões no mundo do trabalho e na sociedade em geral: por questões biológicas, com maior destaque para a maternidade, e o preconceito social, imposto pela sociedade patriarcal, que as discrimina pelo simples fato de serem mulheres, subjugadas às tarefas do âmbito reprodutivo (como, por exemplo, as tarefas domésticas).

A Constituição Federal de 1988 foi instrumentalizada com mecanismos que, para além de garantir proteção e a garantia dos postos de trabalho “femininos”, trouxe medidas para uma correta inclusão das mulheres no mundo do trabalho produtivo. As mulheres, desde que reincorporadas ao campo produtivo, foram impedidas de acessar os melhores postos de trabalho. Atualmente o campo do direito do trabalho da mulher se caracteriza pela busca da promoção da igualdade de direitos e condições entre homens e mulheres no mundo do trabalho.

A classe trabalhadora jamais obteve gratuitamente seus direitos. Todos eles foram fruto de muitas lutas e muitas companheiras e companheiros deram a vida por essas vitórias. A luta das mulheres trabalhadoras para que pudessem romper os laços legais que as colocavam juridicamente em desvantagem perante os homens no mundo do trabalho produtivo foi e ainda é árdua. Mesmo com as garantias de igualdade estabelecidas pela lei, o que ainda vigora, eventualmente, é o acúmulo de duplas jornadas que esmagam e prejudicam as mulheres, que quase sempre se encontram em desvantagem perante seus companheiros trabalhadores.

Para as mulheres é muito mais difícil participar ativamente dos sindicatos, e ainda serem as únicas responsáveis pelo trabalho doméstico além de estudar, trabalhar, etc. Cabe ao Movimento Sindical garantir condições objetivas para que estas possam estar à frente das principais lutas e também de suas entidades, conquistando cada vez mais espaço, formação política e acadêmica.

Nunca é demais recorrer à velha frase “Sem Mulheres, não há Revolução”. Sendo assim, um Movimento Sindical que verdadeiramente se proponha a fortalecer a luta revolucionária deve buscar sempre o protagonismo feminino e a incorporação das mulheres nas fileiras dirigentes.

Parabéns a todas as mulheres, em especial as trabalhadoras em postos de combustíveis e lojas de conveniência. Viva a força da Mulher!

* Eusébio Luis Pinto Neto, presidente da FENEPOSPETRO e do SINPOSPETRO-RJ