16.4.18

O AUTO-SACRIFÍCIO DO PRESO POLÍTICO LULA ESTAVA FORA DOS PLANOS DA “OPERAÇÃO”

ANDRÉ MOREAU -


O auto-sacrifício do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para evitar derramamento de sangue do seu Povo, semeou a boa luta dos trabalhadores que historicamente enfrentaram os patrões com resistência. Poderá custar a ser admitido pelos que comem nas mãos dos oligarcas da mídia conservadora e os mentores da “operação” - associados no consórcio de jornais, rádios, canais de televisão e da grande rede, que trabalham velozmente na mudança do sistema de governo, ocultando o contexto de choques jurídicos e bélicos impostos pelo império nessa quadra da história.

O preso político Luiz Inácio Lula da Silva, preservou com seu auto-sacrifício a essência do líder do Sindicato dos Metalúrgicos, que nunca traiu seus companheiros operários; do Presidente da República que sempre respeitou a companheira Dilma Rousseff e o seu Povo. Por isso o seu gesto será eternizado e o elevará a outro plano, ao contrário do que imaginavam os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e juízes de primeiro e segundo grau, que “interpretaram” cláusulas pétreas da Constituição, para cassar o adversário político.

Os juízes que se protegem sob as togas do STF e dos citados tribunais que operaram o golpe de estado e a prisão do ex-Presidente Lula, sob as benções dos oligarcas da “operação”, serão lembrados nos livros de história produzidos com isenção, como traidores da pátria.

Pobre do mortal que fala sobre o golpe de estado e o auto-sacrifício de Lula, sem refletir sobre seus atos ao condenar a Mandatária Dilma e o ex-Presidente Lula, sem levar em conta o contexto dos ferozes ataques locais e do exterior, culpado que é pelos choques jurídicos e bélicos orquestrados pelo império, de diferentes regiões do planeta.

Os ataques do Reino Unido e da França, regimes que se igualam ao de Donald Trump, revelaram ao mundo o nível de expertise dos impérios, ao tentarem ocultar com os recentes bombardeios, as provas dos crimes de guerra forjados com mentiras sobre o uso das armas químicas em Douma, pelo Governo da República Árabe da Síria.

O “modus operandi” sistematizado no Dicionário Oxford, no mesmo nível, a partir do verbete “pós-verdade”, deixou de fora a origem da “mentira repetida mil vezes até se tornar verdade” do propagandista da Alemanha nazista de Hitler, Joseph Goebbels, não por acaso, mas como uma espécie de homenagem ao estilo Donald Trump.

Apesar de todo empenho dos “agentes não oficiais” da “operação”, ficou nítido para todos que querem enxergar, que o “modus operandi”, de implantação da “Teoria do Domínio do Fato”, foi o mesmo usado na Síria: o de condenar sem provas.

A “Teoria do Domínio do Fato” passou a fazer parte do ordenamento jurídico brasileiro, graças a vontade de 5 ou 6 ministros do STF que desafiaram as cláusulas pétreas fixadas na Carta Magna pelos constituintes eleitos pelo Povo.

As manobras revelam do que são capazes os oligarcas locais associados à “operação”, que promovem tais violações manipulando a “opinião pública”, diariamente, visando manter uns contra os outros, enquanto outros choques como a prisão de Lula, são gerados visando confundir, não dar tempo para a reação popular, enquanto processam a mudança do sistema de governo.

Os capitães do mato dos meios de comunicação conservadores, agem como se não soubessem sobre as variações do “modus operandi”, da “Teoria de Choques” do economista Milton Friedman. Ao contrário de tratar os fatos com seriedade, a partir de pesquisas que esclareçam o que vem ocorrendo, se aproveitam da desgraça alheia, para faturar algumas migalhas a mais, em meio a confusão midiática. Comportam-se como condenados que aplaudem os carrascos mesmo sabendo que colocaram a corda no pescoço ao defenderem tantas mentiras.

A execução da Vereadora Marielle Franco, se soma a outros crimes políticos praticados antes e depois do impeachment, sem mérito, não por acaso. O ataque é idêntico aos perpetrados por mercenários contratados pelos imperialistas, que promoveram “guarimbas” na tentativa de desestabilizar a República Bolivariana da Venezuela e recentemente bombardearam Douma, na Síria, para tentar encobrir as mentiras sobre o suposto ataque químico.

O que muda de uma região para outra, é a língua, o tipo, o grau das violências e as opressões, mas os objetivos são os mesmos: mudar sistemas de governos com golpes de estado e guerras, a partir de choques, para pilhar as riquezas naturais de diferentes territórios do planeta.

*André Moreau, é Professor, Jornalista, Cineasta, Coordenador-Geral da Pastoral de Inclusão dos "D" Eficientes nas Artes (Pastoral IDEA), Diretor do IDEA, Programa de TV transmitido pela Unitevê – Canal Universitário de Niterói e Coordenador da Chapa Villa-Lobos – ABI – Associação Brasileira de imprensa, arbitrariamente impedida de concorrer à direção nas eleições de 2016/2019.