22.4.18

O CONFORTO ESPIRITUAL DO PRISIONEIRO LULA EM QUALQUER TRINCHEIRA DE GUERRA É UM DEVER DO ESTADO

ANDRÉ MOREAU -

Na condição de Coordenador-Geral da Pastoral de Inclusão dos “D” Eficientes nas Artes, venho a público repudiar e demonstrar a revolta dos cristãos com a segregação a que está submetido o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que desrespeita até o direito ao conforto espiritual.

Se lhe falta um dedo, ele é considerado da nossa Pastoral. A quem nada falta, nada tem a sentir falta.

Negar o conforto espiritual do Teólogo e Padre Leonardo Boff ao seu companheiro das boas lutas e amigo Lula, um cristão que está padecendo as injustiças da segregação, é como negar água a quem está no meio do deserto, com sede.

O prêmio Nobel da Paz Alfredo Perez Esquivel e o teólogo Leonardo Boff tentaram visitar o ex- presidente Lula.
A violência indica que o ex-Presidente Lula pode não ser um preso político e sim um prisioneiro de guerra, de uma guerra diferente de todas as outras guerras, sendo esta movida a ódio, porque não respeita qualquer tipo de lei internacional quanto ao direito dos prisioneiros de serem tratados com dignidade e não vilipendiados.

As masmorras da inquisição

A base política do Partido dos Trabalhadores (PT), contra a segregação dos mais pobres, por oportunidades que fazem a economia funcionar, com investimentos no desenvolvimento humano, se confunde com a história de vida do cidadão Luiz Inácio Lula da Silva. Seria esse o motivo do seu confinamento na masmorra do Tribunal da Inquisição de Curitiba?

Por mais que a pureza humana rejeite a idéia de que estamos atravessando uma “operação” global subdividida em diferentes tipos de guerras, não podemos ser ingênuos diante dos ataques de setores do judiciário, promovidos pelo consórcio de proprietários de jornais, rádios, canais de televisão e da grande rede, mas devemos considerar que todos os exércitos do mundo tem um capelão.

A intervenção militar implantada no Rio de Janeiro, para identificar com fotografias moradores da periferia, operação militar denominada “laboratório” que segundo o interventor servirá de base para todo o Brasil, anuncia a escalada de segregação social que atingirá a população que não se enquadra no modelo de cidadão pleno nesse novo regime de governo.

Trata-se, portanto da repetição do “modus operandi” patrocinado por grandes corporações como, por exemplo: Polaroide, IBM e Ford, colocado em prática pela Inglaterra, Holanda, Alemanha e Estados Unidos, na Índia, África do Sul e na Alemanha nazista de Hitler, para mapear e localizar quando necessário, inimigos que nem sequer sabiam que eram inimigos.

*André Moreau, é Professor, Jornalista, Cineasta, Coordenador-Geral da Pastoral de Inclusão dos "D" Eficientes nas Artes (Pastoral IDEA), Diretor do IDEA, Programa de TV transmitido pela Unitevê – Canal Universitário de Niterói e Coordenador da Chapa Villa-Lobos – ABI – Associação Brasileira de imprensa, arbitrariamente impedida de concorrer à direção nas eleições de 2016/2019.