30.4.18

TRABALHADORES NÃO TEM NADA PARA COMEMORAR NESTE 1º DE MAIO, APENAS PROTESTAR

ALCYR CAVALCANTI -


Na "Era Temer" os trabalhadores não tem nada para comemorar, o Primeiro de Maio não vai ser um motivo de festa. O salário mínimo continua minguado e cada vez mais distante da realidade. As leis trabalhistas que seriam uma barreira de proteção estão sendo desfeitas aos poucos. A relação capital/trabalho continua cada vez mais conflitos com o desmantelamento das centrais sindicais, seja pela cooptação, seja pelo desencanto em uma luta às vezes inglória. Com um Congresso quase todo preocupado em salvar a própria pele e preservar suas vantagens os que efetivamente trabalham ficam á mercê da própria sorte onde prevalece a velha "Lei de Muricy" onde cada um trata de si. A maior parte dos sindicatos abandonou seus filiados à própria sorte ao esquecer que eles foram construídos pelo suor e muito sangue daqueles que formaram seus alicerces. O país amarga a triste estatística de mais de 15 milhões de desempregados, um imenso "exército de reserva" à espera de um trabalho que talvez jamais venha a conseguir. Enquanto isso o narcotráfico e a venda de mercadorias contrabandeadas ou furtadas arregimenta um número cada vez maior de ambulantes na luta pela sobrevivência.

O governo Temer acabou, está totalmente sem credibilidade qual um morto vivo se arrastando pelas sombras. Milhões de brasileiros repudiam as famigeradas reformas que para ele seriam o ponto de honra, mas que em realidade com sua "tropa de choque" fugindo em debandada mergulha o país em uma época de incerteza. Temer marca e desmarca viagens ao exterior onde é recebido com desconfiança. Todos sabem que ele continua um provisório em um mandato tampão. Ninguém sabe o que virá quando Maio acabar. A cultura do descrédito passa a ser dominante, afinal acreditar em que e em que numa salada de dezenas de partido com pouca ou nenhuma ideologia?