1.4.18

‘VELAS LATINOAMÉRICA 2018’ ENCERRA ETAPA RIO COM FESTA VENEZUELANA NO NAVIO-ESCOLA ‘SIMON BOLÍVAR’

DANIEL MAZOLA -

Cônsul Geral da Venezuela no Rio de Janeiro, Edgar Gonzalez e os jornalistas Daniel Mazola e Eduardo Banks/ Fotos: Iluska Lopes.
Dia 25 de março atracaram no Píer Mauá, zona portuária do Rio de Janeiro, seis navios veleiros estrangeiros, além do brasileiro Cisne Branco, todos participantes do evento ‘Velas Latinoamérica 2018’. A festa de despedida do navio venezuelano ‘Simon Bolívar’ ocorreu ontem (31), os anfitriões foram o comandante do navio, Capitão Alfonso de Gregorio Melendez, e o Cônsul do Governo da República Bolivariana da Venezuela, Edgar Alberto González Marín.

Essa foi a primeira etapa do ano do evento ‘Velas Latinoamérica 2018’ e a segunda vez em que a cidade recebe o evento. Desde 2010, a cada quatro anos, as Marinhas da América Latina reúnem-se e viajam ao redor do continente para fortalecerem os laços de amizade entre as diferentes marinhas e a população dos países e portos visitados.

Este ano Participam do circuito os navios Cisne Branco, do Brasil, com 76 metros de comprimento; o navio venezuelano Simon Bolívar; o argentino Fragata Libertad; o chileno Esmeralda, o mais antigo deles, incorporado em 1953; Gloria, da Colômbia, o menor entre os participantes, com 67 metros; o espanhol Juán Sebastián de Elcano, o maior deles, com 113,1 metros de comprimento e o mexicano Cuauhtémoc.

As sete embarcações fizeram um desfile naval no ultimo dia 25, passando em frente às praias da Barra da Tijuca, São Conrado, Leblon, Ipanema e Copacabana. De 26 de março até ontem (31), os navios ficaram atracados entre os armazéns 1 e 7 do Cais do Píer Mauá e estiveram abertos para visitação pública gratuita.

Segundo o capitão de Mar e Guerra, Claudio de Sousa Freitas, subchefe do Estado-Maior do Brasil, “esses são navios bastante atrativos, porque eles mesclam o imaginário das pessoas, com essa aparência de caravelas do século XIX. Mas são navios cheios de tecnologia, são navios-escola que dão preparo para os futuros marinheiro das marinhas latino-americanas. Normalmente, as marinhas têm o seu período acadêmico, a faculdade de quatro anos e depois, para finalizar essa formação, a experiência navegando no mar. Esses navios escolas são para isso, para dar esse arcabouço final na formação do marinheiro”.

Hoje, domingo (1), os veleiros fazem novo desfile naval, saindo do porto do Rio em direção a Montevidéu, no Uruguai. Ao todo, a viagem dos veleiros vai durar 157 dias pela costa da América Latina e do Caribe, num total de 12 mil milhas náuticas, o equivalente a 19.312 quilômetros. Também estão programadas paradas em Buenos Aires (Argentina), Ushuaia (Patagônia Argentina), Cabo de Hornos (Antártica Chilena), Punta Arenas (Chile), Talcahuano (Chile), Valparaíso (Chile), Antofagasta (Chile), Callao (Peru), Guaiaquil (Equador), Balboa (Panamá), Curaçao (Caraíbas holandesas), Cartagena das Índias (Colômbia), La Guaira (Venezuela), Santo Domingo (República Dominicana), Cozumel (Caribe mexicano). O percurso termina em Veracruz (México), em 2 de setembro.

Parte da tripulação do navio-escola ‘Simon Bolívar’
COMPROMISSO - O Cônsul Geral da Venezuela no Rio de Janeiro, Edgar Gonzalez, contou a repórter Iluska Lopes que nesta quarta-feira (28), saudou um grupo de cadetes em visita oficial e, aproveitou a oportunidade para explicar-lhes o funcionamento das representações diplomáticas da Venezuela no exterior, bem como sua missão de representar e salvaguardar os interesses do Estado e da nação em relação a outro Estado, ou organização internacional.

Ele também se referiu à responsabilidade e compromisso de defender a pátria em qualquer intervenção interna e externa, ter em mente o legado deixado pelo Comandante Chávez e a lealdade ao Presidente Nicolás Maduro representada através da democracia e da Diplomacia Bolivariana da Paz, que busca uma revolução socialista, dignidade e autodeterminação da soberania dos povos. Por outro lado, um dos cadetes, em representação de seus camaradas, reafirmou o compromisso da defesa do país, que é baseado na constituição e na união cívico-militar.

Vida longa a República Bolivariana da Venezuela!