11.5.18

1- DELEGADO NÃO CONFIRMA INFORMAÇÕES VAZADAS PELA MÍDIA DE DELATOR NO CASO MARIELLE; 2- RESPONSÁVEL POR BANDEIRA ANTI-COMUNISTA NO CORCOVADO RECEBE MULTA DE 100 MIL

REDAÇÃO -

Reconstituição do assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Pedro Gomes, no Estácio (Fernando Frazão/Agência Brasil).
 delegado Giniton Lages, responsável pela investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco, não confirmou as informações vazadas pela mídia, sobre as denúncias de um delator, envolvendo milicianos, policiais e até um vereador no homicídio.

“Dados sobre a investigação seguem em sigilo. Alguns dados e outros que não pertencem à investigação, que acabaram divulgados por uma ou outra mídia, a Divisão de Homicídios continuará cumprindo o seu protocolo, de não confirmar nenhuma informação apresentada por qualquer mídia. A investigação não pode abrir mão do absoluto sigilo”, disse Giniton.

Reconstituição do crimeO delegado acompanha, na noite desta quinta-feira (10), reconstituição do assassinato, no bairro do Estácio, que teve várias ruas bloqueadas ao trânsito de veículos e pessoas. O local foi isolado por uma barreira alta de lona preta, a fim de que ninguém tenha acesso visual à reconstituição. O principal motivo é dar segurança a quatro testemunhas.

Um delator informou à polícia que a morte de Marielle foi tramada pelo vereador Marcelo Siciliano (PHS) e o ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, conhecido como Orlando Curicica, atualmente preso em Bangu 9. Ambos negaram enfaticamente envolvimento no crime e Curicica divulgou uma carta revelando inclusive o nome do delator, que era mantido em sigilo, que seria um PM da ativa. (Reportagem de Vladimir Platonow na Agência Brasil)

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RESPONSÁVEL POR BANDEIRA ANTI-COMUNISTA NO CORCOVADO RECEBE MULTA DE 100 MIL

O fundador do grupo "O Pesadelo de Qualquer Político", que colocou uma bandeira anticomunista na encosta do Corcovado, no Rio de Janeiro, foi multado em R$ 100 mil pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e ainda pode responder por crime ambiental. Segundo o órgão, ele infringiu os três tombamentos do penhasco, protegido pelo IPHAN, pelo município do Rio e pela Unesco.

A intenção com a bandeira, que dizia que "o Brasil nunca será vermelho", era protestar contra as comemorações dos 200 anos do nascimento de Karl Marx. Leia mais no Socialista Morena, da jornalista Cynara Menezes.