10.5.18

PATRÕES TRATAM COM DESCASO A PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DOS FRENTISTAS DO ESTADO DE SERGIPE

Via FENEPOSPETRO -

Sem debater com os trabalhadores, donos de postos de combustíveis querem adotar a nefasta “reforma” trabalhista, dia 24 de maio haverá nova reunião de mediação entre o SINPOSPETRO-SE e o sindicato patronal.


Dia 1º de novembro de 2017 ocorreu à primeira rodada de negociações da Convenção Coletiva aprovada em Assembleia, e pasmem, até agora não avançamos. Trabalhadores em postos de combustíveis e lojas de conveniência estão sendo desrespeitados pelo setor patronal no estado de Sergipe. A data-base assegurada da categoria é 1º de janeiro. Dia 24 de maio haverá nova reunião de mediação entre o SINPOSPETRO-SE e o sindicato patronal, a situação é muito difícil, os patrões insistem em cortar direitos da categoria e se negam a uma negociação aberta.

Segundo o presidente do SINPOSPETRO-SE José Edson Gomes Araújo, “sem debate com os trabalhadores, empresários querem adotar a nefasta “reforma” trabalhista por completo, ou seja, 12x36h (12 horas de trabalho com 36 horas de descanso), não querem pagar os feriados e abono, na cesta básica querem dar apenas R$2,00 de aumento”.

O impasse segue desde o dia 3 de maio, na ultima reunião representantes do sindicato patronal afirmaram que “é hora de adequar a convenção coletiva de trabalho a realidade econômica e também a nova legislação trabalhista, nesse sentido, a proposta das empresas é de conceder reajuste salarial de 2,5%, portanto, acima do INPC da data-base que foi de 2,10%, o que representa ganho real para os salários, mas, quer reduzir valores de alguns benefícios, adequar outros e oportunizar a adequação jurídica permitida pela legislação, a exemplo do contrato de trabalho intermitente, do contrato temporário e da jornada de 12x36, além de outros, como banco de horas, redução do valor do abono de PLR, realizarem a homologação da rescisão do contrato de trabalho fora SINPOSPETRO-SE, vale transporte com o ônus legal para o trabalhador, trabalho no feriado com compensação de folga, 10% para gratificação de desvio de função e função comissionada gerencial com gratificação de 40% sobre o salário-base”.

“Nossa entidade atua em 70 cidades e representa aproximadamente quatro mil Frentistas no estado. Não aceitaremos retrocessos e perda de direitos conquistados com muita luta, a posição dos patrões contra o diálogo e na tentativa de cortar direitos pode ocasionar processo de Dissídio Coletivo, para uma decisão judicial, e, principalmente, a deflagração de um movimento de paralisação da categoria”, alertou José Edson Gomes Araújo, presidente do Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis do Estado de Sergipe.

* Daniel Mazola, assessoria de imprensa FENEPOSPETRO