5.6.18

GREVE DOS CAMINHONEIROS NO PAÍS DAS RODOVIAS

WILSON DE CARVALHO -


Há 17 anos, quando eu editava a Revista da Bolsa de Gêneros Alimentícios, aconteceu uma greve dos caminhoneiros. Semelhante quase em tudo, à de uma semana, o que me fez escrever sobre o “PAÍS DO DIESEL”, com destaque para outro problema, não apenas grave, mas vergonhoso: os pedágios implantados até em vias urbanas e caros demais. Um verdadeiro roubo.

A matéria de duas páginas, pasmem, poderia ser republicada sem tirar uma só linha. Em especial, a legenda de uma das fotos “O povo aprovou a greve dos caminhoneiros”. Publicamos também um mapa do Brasil cortado apenas por rodovias, ao contrário de todo o mundo. Claro, para interesses de políticos ladrões e empresários. No Jornal A Nova Democracia, escrevi outra matéria mais ampla “O BRASIL DOS ÔNIBUS E CAMINHÕES”.

De lá para cá, nada mudou e, ao que tudo indica nada mudará após nova greve dos caminhoneiros. A exemplo, aliás, da passeata histórica de 2013, quando se pediu, em especial, uma reforma política e uma verdadeira democracia. Mas voltemos à greve recente. As estradas, inclusive, continuarão com má qualidade e os empresários tomando conta apenas das melhores como a Via Dutra. Continuaremos com 80% dos trilhos ainda do tempo do império e desativados. E os 20% entregues a empresas como, por exemplo, a que liga Rio a São Paulo para servir interesses que nada têm a ver com o país. Ou para alguém levar por fora. Sim, tudo indica que sim. No Brasil, salvo raríssimas exceções, os políticos tratam apenas deles e de seus familiares, ignorando totalmente as necessidades da sociedade. Uma realidade que precisa mudar. Os caminhoneiros mostraram como será possível. Sem violência e baderna, vale enfatizar.