11.6.18

GREVE DOS RODOVIÁRIOS E O ASSALTO AOS COFRES PÚBLICOS PELOS JUÍZES!

EMANUEL CANCELLA -


Os rodoviários fazem greve no Rio por aumento de 10% nos salários e fim da dupla função, entre outras reivindicações.

Afora juízes e procuradores, nenhuma categoria conseguiu aumento de salário.

Os juízes nunca fizeram greve, ou melhor, os juízes federais fizeram greve pela manutenção do imoral e ilegal auxílio moradia, aliás, muitos juízes estão até recebendo o retroativo do auxílio moradia (1,2).

Lógico que, na greve dos juízes federais, não houve corte de ponto, demissões, cassetete da polícia, bomba de gás e nem multa estratosférica, como as que foram impostas pelo Judiciário aos caminhoneiros e petroleiros. E muito menos a greve dos juízes foi considerada ilegal.

Imagine se quem julgasse a pauta e a legalidade das greves dos juízes fosse a sociedade. Os togados iam perder de mais de 7X1.

É bom lembrar que 71% dos juízes recebem supersalários acima do estabelecido pela Constituição Federal.

E mais, ministros do STF têm sala vip no aeroporto de Brasília. A espécie de sala VIP tem custo anual de R$ 374,6 mil e foi justificada como garantia à “Segurança dos Ministros” (4). Essa história de sala VIP para o STF é para quem quer se esconder da sociedade. O ministro Gilmar Mendes e o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima já foram submetidos a teste de chão de fábrica. Gilmar foi saudado por uma chuva de tomate e Lima foi hostilizado no avião (5,6).

Já os rodoviários na greve sofrem todo tipo de ameaça, como de prisão, de porrada da polícia e, ainda dos próprios companheiros, quando furam a greve.  Os usuários também ameaçam os rodoviários. As garagens dos ônibus, em dia de greve, viram um verdadeiro campo de batalha.

A sociedade precisa entrar no debate da greve dos rodoviários, precisamos de  motoristas e cobradores bem remunerados para nos conduzir de forma, educada,  segura e tranquila. A dupla função dos rodoviários é uma ameaça a nossa segurança. É impossível um motorista guiar o ônibus corretamente e cobrar a passagem ao mesmo tempo. Mas o fato é que sem os ônibus a cidade para, já sem os juízes não se pode dizer a mesma coisa.

Lógico que existem juízes e juízes, precisamos separar o joio do trigo.

Mas, quanto aos rodoviários, não podemos nos esquecer de valorizá-los, até porque, na vida, somos todos passageiros, menos os motoristas e cobradores!

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