13.7.18

1- CONHEÇA OS CRIMES DA ‘NOIVA NAZISTA’, CONDENADA POR 10 ASSASSINATOS NA ALEMANHA; 2- TRIO DE IRMÃOS BRASILEIROS SE REENCONTRA COM A MÃE NOS EUA APÓS 46 DIAS

REDAÇÃO -


Após cinco anos de julgamento na Alemanha, uma mulher de 43 anos que ficou conhecida como “a noiva nazista”, enquanto membro de uma gangue neonazista que operou durante 11 anos no país, foi considerada culpada por 10 assassinatos com motivação racial.

Beate Zschäpe era a principal ré em julgamento pelo assassinato de oito turcos, um cidadão grego e uma policial entre os anos 2000 e 2007.

A decisão do tribunal estadual de Munique a sentencia agora à prisão perpétua.

A relação ente os assassinatos foi descoberta por acaso em 2011, depois que um roubo frustrado revelou a existência do grupo neonazista – e célula terrorista – chamado National Socialist Underground (NSU).

Zschäpe, de 43 anos, integrava o grupo ao lado de dois homens com quem dividia um apartamento na cidade de Zwickau, no leste da Alemanha.

Identificados como Uwe Mundlos e Uwe Böhnhardt, os dois morreram em uma espécie de pacto de suicídio, após uma tentativa de assalto a banco.

Um incêndio no apartamento que dividiam – aparentemente em uma tentativa de destruir provas – levou Zschäpe a se entregar. (…)

O caso da NSU engloba 10 assassinatos, dois atentados à bomba em Colônia, que deixaram mais de 20 pessoas feridas, e 15 assaltos a banco.

As vítimas dos assassinatos foram principalmente turcos, alvejados com uma pistola CZ 83 ao longo de sete anos.

Um grego identificado como Theodoros Boulgarides também foi morto em 2005.

A última vítima foi Michèle Kiesewetter, uma policial alemã baleada e morta quando estava sentada dentro de uma viatura, em um intervalo do serviço em 2007.

A relação entre os assassinatos só seria descoberta anos depois. (…)
(via BBC Brasil)

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Trio de irmãos brasileiros se reencontra com a mãe nos Estados Unidos após 46 dias

Reportagem de Estelita Hass Carazzai na Folha informa que três irmãos brasileiros, de 8, 10 e 16 anos, foram reunidos à mãe na noite desta quarta-feira (11), após permanecerem quase dois meses em um abrigo nos Estados Unidos. Os quatro foram detidos ao atravessarem a fronteira dos EUA com o México, em maio. A mãe foi denunciada por crime de travessia ilegal, por causa da política de tolerância zero da administração de Donald Trump, e enviada a uma prisão.

Eles ficaram 46 dias separados. Encontraram-se na noite de quarta, em uma rodoviária, onde se abraçaram às lágrimas. Segundo a advogada de imigração Annelise Araújo, que representa a família, a união foi resultado de “insistência”, diz a Folha de S.Paulo.

Autoridades do abrigo exigiam documentos financeiros e pessoais de todos os adultos que iriam conviver com os menores, além de impressões digitais para a checagem de antecedentes criminais, complementa a publicação. (via DCM)