8.7.18

1- GOVERNO DE SÃO PAULO PUBLICA EDITAL DE VENDA DA CESP; 2- INVESTIDOR RECLAMA NA CVM QUE OPERAÇÃO BOEING-EMBRAER TENTA BURLAR OPA

REDAÇÃO -


O governo do estado de São Paulo publicou hoje (7) o edital de venda do controle acionário da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). A privatização permitirá a renovação da concessão, por 30 anos, da Usina de Porto Primavera, localizada no Rio Paraná, próximo à cidade de Rosana (SP), no Pontal do Paranapanema. A usina tem a barragem mais extensa do Brasil, com 1.540 megawatts (MW) de potência instalada.

O leilão, que vai ser em lote único, já tem data marcada. A sessão pública será às 14h do dia 2 de outubro na B3, Bolsa de Valores de São Paulo. Segundo o edital, o preço mínimo para o lote é R$ 14,30 por ação.

A Cesp é sociedade de capital aberto, concessionária de serviço público de geração de energia elétrica no estado. Atualmente, aproximadamente 40% das ações da geradora de energia pertencem à administração estadual. A companhia foi constituída em 5 de dezembro de 1966, como Centrais Elétricas de São Paulo, a partir da fusão de 11 empresas de energia elétrica.

A companhia opera, no total, com três usinas hidrelétricas: Jaguari, Paraibuna e Porto Primavera. Juntas, somam 1.654,6 MW de capacidade instalada e 1.056,6 MW de garantia física de energia. Ao todo, são 18 unidades geradoras envolvidas na operação. (via Agência Brasil)

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INVESTIDOR RECLAMA NA CVM QUE OPERAÇÃO BOEING-EMBRAER TENTA BURLAR OPA

Via UOL:

O consultor em governança corporativa Renato Chaves protocolou na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) uma reclamação formal contra a operação entre Embraer e Boeing.

Ele é acionista da empresa brasileira e participou de sua reestruturação em 2006, quando era diretor da Previ (fundo de pensão do BB). Agora, acha que a chamada joint-venture mascara uma aquisição de controle que está saindo barata para a Boeing, e cara para os acionistas da fabricante brasileira. Pelo estatuto da Embraer, deve haver uma Oferta Pública de Aquisição (OPA).

“A Embraer perde uma posição de destaque, deixa de ser comandante para virar passageira. Já a Boeing encontrou uma forma inteligente de não gastar dinheiro e ter um conhecimento que levaria anos para construir. Desenvolver uma área de aviões comerciais como é a Embraer hoje levaria uns cinco anos”, afirma, lembrando que só a homologação de um avião leva cerca de dois anos.
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