20.7.18

1- GOVERNO DOS EUA DEVOLVE 364 CRIANÇAS MIGRANTES AOS PAIS; 2- LEI QUE DEFINE ISRAEL COMO “ESTADO-NAÇÃO DO POVO JUDEU” É APROVADA E PROVOCA ACUSAÇÕES DE RACISMO

REDAÇÃO -


O governo dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira (19) que devolveu aos pais 364 crianças imigrantes irregulares maiores de 5 anos que tinham sido detidas na fronteira com o México.

A reunificação das famílias é resultado da determinação de um juiz federal de San Diego, que deu ao governo federal até o dia 26 de julho para devolver 2.551 menores imigrantes, com idades entre 5 e 17 anos, separados dos responsáveis pelas autoridades americanas.

Em documento apresentado nesta quinta-feira ao juiz Dana Sabraw, o governo informou que, dos 2.551 menores nessa faixa de idade, 1.606 são elegíveis para serem reunificados aos pais, enquanto mais de 900 nomes não se enquadram na medida porque, entre outros motivos, os progenitores têm antecedentes criminais ou renunciaram a esse benefício.

Do grupo catalogado como elegível, 848 pais já passaram da etapa de investigação e poderão ser reunificados aos seus filhos, enquanto outros estão à espera de serem entrevistados pelas autoridades federais ou foram libertados pelo Escritório de Imigração e Alfândegas (ICE) dos EUA.

No texto judicial, o governo federal informou que conta com ordens de deportação para 719 pais incluídos neste processo coletivo, elaborado pela União Americana de Liberdades Civis (ACLU). (...)
(via Agência EFE)

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Lei que define Israel como “Estado-nação do povo judeu” é aprovada e provoca acusações de racismo

Via RFI:

Adotado por 62 votos contra 55, o texto estipula, entre outras coisas, que o hebreu se torne a única língua oficial de Israel, eliminando o árabe, e afirma que “os assentamentos judeus são de interesse nacional”. Proclama também que Jerusalém é a capital de Israel, excluindo a parte oriental da cidade anexada.

O novo texto entra na categoria de lei fundamental da Constituição de Israel e define “o Estado de Israel como o Estado nacional do povo judeu, onde se aplica seu direito natural, cultural, religioso, histórico, assim como seu direito de autodeterminação”. O artigo mais controverso – que mencionava a possibilidade de criar localidades exclusivamente reservadas para os judeus, o que excluía os cidadãos árabes israelenses – foi alvo de uma emenda.

O premiê Benjamin Netanyahu comemorou o resultado. Segundo ele, trata-se de “um momento decisivo na história do Estado de Israel, que inscreve no mármore nossa língua, nosso hino e nossa bandeira”. O novo artigo recebeu fortes críticas da oposição. O deputado árabe Ayman Odeh falou na tribuna sobre “a morte da democracia”.

Para deputados árabes, lei incentiva discriminação

Outro deputado árabe, Yussef Jabareen, afirmou que a lei incentiva “não apenas a discriminação como também o racismo, mas perpetua o estatuto de inferioridade dos árabes em Israel”.

Os árabes israelenses são descendentes dos palestinos que ficaram em suas terras depois da criação de Israel, em 1948. Eles representam 17,5% da população do país, principalmente judia, e dizem ser vítimas de discriminação. A emenda afirma que o “Estado considera o desenvolvimento das colônias judaicas de interesse nacional e que o Estado adotará as medidas necessárias para promover, avançar e servir a este interesse”.

Desde a criação de Israel, em 1948, não se havia votado qualquer lei sobre línguas oficiais. O hebreu e o árabe eram considerados línguas quase oficiais, utilizadas em todos os documentos do Estado. Esta versão suscitou severas críticas, especialmente do presidente Reuven Rivlin, do procurador-geral, Avishai Mandelblit, e da delegação da União Europeia em Israel em razão de seu caráter discriminatório.