9.7.18

1- JUNGMANN: FLORES MANDOU PF DESCUMPRIR ORDEM DE FAVRETO ATÉ QUE DESSE “UM JEITO”; 2- GILSON DIPP, EX-MINISTRO DO STJ: “ESSE IMBRÓGLIO JURÍDICO É MUITO GRAVE E CHEGA A SER RASTEIRO”

REDAÇÃO -


O Ministro da Segurança Pública –  que tem a Polícia Federal sobre seu comando – Raul Jungmann, disse no Whatsapp, que “o presidente do TRF-4 [Carlos Eduardo Thompson Flores] determinou ao super (intendente) da Polícia Federal o não cumprimento da nova ordem [para soltar Lula] do [desembargador] plantonista [Rogério Favreto] até a chegada de sua nova decisão/despacho”. (…)

O presidente de uma corte federal ligando para um delegado da Polícia Federal mandando descumprir uma ordem judicial até que ele “desse um jeito” de, numa manobra jurídica, emitir uma ordem que a sustava, com fundamento jurídicos para lá de duvidosos pois, no mínimo, era questão a ser analisado pelo conjunto de desembargadores do TRF-4.

Chegamos à confirmação  paroxismo mencionado pelo ex-promotor Lênio Streck, em manifestação ao Conjur“Estranho que Moro diga que recebeu orientação do presidente do TRF hoje. Por escrito? Nos autos? Por telefone? Há muita coisa ‘extra-autos’ aqui”. (…)
(via Tijolaço)

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Gilson Dipp, ex-ministro do STJ: “esse imbróglio jurídico é muito grave e chega a ser rasteiro”

Via JovemPan:

Em entrevista à Jovem Pan, o jurista e ex-ministro do STJ Gilson Dipp lamentou a confusa movimentação realizada neste domingo (8) em relação à soltura ou à permanência da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Acho que eu não vi e ninguém deve ter visto algo parecido. Esse imbróglio jurídico é muito grave e chega a ser rasteiro. Ele comprova a politização da justiça”, declarou.

Dipp acredita que o desembargador Rogério Favreto do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) poderia, sim, ter a competência de acatar um pedido de habeas corpus durante seu plantão. Mas não em um caso tão complexo – e já debatido em outras instâncias – como esse.
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