15.7.18

NÃO CONSEGUIRÃO DEPOR O PRESIDENTE SÍRIO BASHAR ASSAD - CONFIRA A ANÁLISE DO PROFESSOR RAMEZ PHILIPE MAALOUF [VÍDEO]

DANIEL MAZOLA -


O império não dá trégua, segundo informações do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, em sete anos de guerra civil na Síria, até março de 2018 o conflito já havia tirado a vida de 511.000 pessoas. Para compreendermos melhor esse drama mundial fomentado pelos poderes imperialistas ocidentais, conversamos com o professor Ramez Philipe Maalouf, especialista em Oriente Médio, doutor em Geografia pela USP, leciona na rede estadual do Rio de Janeiro.

O professor Ramez Philipe Maalouf deu uma aula sobre o tema. Disse que o presidente Bashar al-Assad já recuperou a cidade de Daraa, onde a guerra começou em 2011, ampliando bastante o domínio territorial no país e liquidando com a chamada ‘Oposição Moderada’, que não existe mais.

Os EUA e seus aliados não desistem da ideia de depor o presidente da Síria, eleito legitimamente. Certamente, um de seus objetivos é colocar neste posto um fantoche que governará segundo suas regras. Ao mesmo tempo, eles já entenderam que perderam sua posição geopolítica devido ao fato de que a Rússia, juntamente com as Forças Armadas da Síria, está combatendo os terroristas com êxito.

Nosso entrevistado lembra que em junho de 2011, a oposição a Bashar al-Assad culminou com a fundação do Exército Livre da Síria (ELS), reunindo oficiais militares que desertaram das Forças Armadas e grupos rebeldes dispostos a pegar em armas contra o governo. Desde o início a oposição recebeu ajuda dos EUA e da Europa (Otan), a aliança de grupos armados de oposição começou a se dividir já em 2012. Em 2014, alguns membros do ELS até desertaram para o grupo militante "Estado Islâmico" (EI). Desde então, o movimento de oposição se dividiu ainda mais, em inúmeras facções, assistiu à ascensão de grupos militantes islâmicos e sofreu grandes perdas em seus antigos bastiões, principalmente em Aleppo e Ghouta Oriental.

Essa tragédia na região é criminosamente fomentada pelos poderes imperialistas ocidentais (Otan), não é uma guerra civil, mas um conflito internacional. Segundo o UNICEF, nestes sete anos, 5 milhões e 600 mil sírios procuraram refúgio fora do país, incluindo 2,6 milhões de crianças e adolescentes, principalmente nos países vizinhos. Além disso, 6,1 milhões de sírios se tornaram refugiados internos sendo 2,8 milhões de menores.

Saiba mais, confira a entrevista com o pesquisador e professor Ramez Philipe Maalouf: