7.7.18

O CRITÉRIO ECONÔMICO ESTÁ DERROTANDO O FUTEBOL BRASILEIRO, CONFIRA NA ANÁLISE DO CAPITÃO LEO

DANIEL MAZOLA -

É bem verdade que no fatídico jogo de ontem (6) Fernandinho fez gol contra, Neymar e Jesus deixaram a desejar, Tite se equivocou, o árbitro de vídeo (VAR) não foi usado a nosso favor... Mas para um país habituado à cultura do bode expiatório, a derrota para a Bélgica teve apenas um culpado, o critério econômico.


Capitão Leo lembra que o critério econômico - como fator principal para convocar um jogador para a seleção brasileira - está prejudicando nosso desempenho nas Copas, apenas medalhões que ganham salários astronômicos e tem grandes patrocinadores são convocados. Outras seleções como a Croácia, com outros recursos e atletas apresentam mais espírito de luta.

O coordenador do Movimento Tradição & Juventude do Flamengo enfatizou que no grupo que foi para a Rússia faltou um líder, “faltaram jogadores que joguem no nosso país, que tenham pegada, raça. Chega de levarem apenas jogadores “burocratas”, com ações teatrais em campo, é hora de repensar o modelo do futebol brasileiro, que só vêm atendendo interesses do mercado europeu e nos prejudicando há décadas”, alerta Capitão Leo.

Segundo nosso colaborador, com passagem pela presidência do Conselho Fiscal do Clube do Flamengo e tendo sido vice-presidente da Federação de Futebol do Rio (Ferj), “Querem manter o atual modelo do campeonato brasileiro para atender interesses financeiros de quem explora esse meganegócio internacional, jogadores são apenas commodities nesse mercado bilionário. Precisamos taxar as grandes fortunas dos jogadores que saem do país para trazer recursos para o futebol de base, temos que pesar num mecanismo social que traga dinheiro para os atletas e clubes menos favorecidos, só assim voltaremos a ter um futebol forte e títulos”.

Capitão Leo defende os atletas e times que não têm receitas com direitos de TV, patrocínios ou sócios-torcedores, temos mais de 80% dos atletas em solo brasileiro que ganham menos de R$ 1.000 mensais. Os bilhões desse mercado que apresenta saldo positivíssimo da balança comercial do futebol brasileiro, por falhas no sistema no topo e na base, não chega a quem precisa dele.

Confira em vídeo: