19.7.18

TRÊS TAREFAS

JOÃO FRANZIN -


Terminada a Copa do Mundo na Rússia, muito boa, aliás, cabe retomar as tarefas prioritárias. Há três, que são ao mesmo tempo prioridades e urgências.

Primeira - Realizar campanhas salariais organizadas, que resistam às maldades da lei trabalhista e ensejem possibilidade de avanços. Entre tais avanços, buscar acordos que assegurem meios de custeio às entidades de classe. Vale também agregar apoio de entidades, ainda que de outras categorias profissionais.

Segunda - Identificar, desde já, candidatos e candidaturas que tenham ligações ou compromissos com o campo trabalhista e sindical. Tais candidatos não precisam, necessariamente, ser dirigentes de classe. Importa que se comprometam com a agenda sindical, a exemplo da Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora, lançada pelas Centrais em 6 de junho. Identificar, apoiar e despejar o voto nessas candidaturas.

Terceira - Fazer junto às bases uma ampla campanha de valorização do voto. Reforçar que se trata de um direito indispensável à democracia e à cidadania. Utilizar, para tanto, a imprensa sindical e a rede disponível na internet. Motivar o eleitor a não anular o voto ou a votar em branco. Desestimular a ideia muito forte hoje da abstenção, alertando que isso só fortalece os políticos profissionais, espertos, articulados e acostumados a vencer eleições em colégios eleitorais amplos. Em colégios menores, se elegerão ainda mais facilmente.

Nosso sindicalismo é amplo, porque o próprio Brasil é amplo. Nosso sindicalismo é complexo, porque o próprio País é complexo. Nosso sindicalismo nem sempre lê com precisão o ambiente político, porque a política ora é ciência, ora é arte, ora é malabarismo, ora é confusão.

De todo modo, as tarefas estão aí, pedindo que sejam entendidas e enfrentadas.

Agência - Como de costume, nossa rede dará espaço a todas as candidaturas e propostas ligadas ao mundo do trabalho.

João Franzin é jornalista e diretor da Agência de Comunicação Sindical