23.8.18

1- BANCÁRIOS REJEITAM PROPOSTA DA FENABAN QUE RETIRA DIREITOS E CONGELA SALÁRIOS; 2- PHA: DATAFALHA ENTERRA O ALCKMIN [VÍDEO]

REDAÇÃO -

O Comando Nacional dos Bancários rechaçou terça (21) a proposta dos banqueiros para o acordo coletivo da categoria. A oferta, considerada insuficiente pela bancada trabalhista, prevê acordo de dois anos, com reajuste pelo INPC mais 0,5% de aumento real nos salários, PLR, tíquetes, vales e outras verbas econômicas.

Os dirigentes rejeitaram a proposta na mesa de negociação, denunciando que o patronato insiste no arrocho salarial enquanto os cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa) lucraram, somente no primeiro semestre, R$ 42 bilhões – ou quase 18% mais que em 2017.

Manifestação dos bancários em repúdio à proposta oferecida pelos bancos que retira direitos
As instituições apresentaram aos bancários um acordo que também tenta impor alterações ou exclusão de diversas cláusulas de Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Entre elas, o pagamento proporcional (e não mais integral) da PLR das bancárias em licença-maternidade e de afastados por doença ou acidente.

“Rejeitamos a proposta porque tem retirada de conquistas e, em assembleias realizadas em todo o Brasil, a categoria já afirmou que não aceita nenhum direito a menos”, explica Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Ela continua: “Houve alteração no índice, com aumento real, mas ainda é insuficiente, aquém do que eles podem pagar. Setores menos lucrativos pagaram aumento real maior e os bancos podem chegar a um índice maior”.

“Na categoria bancária, as mulheres ocupam 49% do total de postos de trabalho e recebem, em média, salários 23% menores que os dos homens. Os banqueiros querem penalizá-las ainda mais propondo a redução de uma conquista adquirida durante anos, após muita luta de toda a sociedade, que é a manutenção dos direitos durante a licença-maternidade. Um absurdo e não vamos aceitar”, diz Ivone Silva, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Agências - Nesta quarta (22) ocorreram paralisações em todo o País. Em São Paulo, trabalhadores de diversos centros administrativos e agências aderiram ao protesto. Os bancários reivindicam respeito e proposta decente da Fenaban.

A ideia causou revolta entre a categoria. “Essa proposta é um verdadeiro insulto, ainda mais vindo de um setor que lucra cada vez mais e cujas trabalhadoras mulheres, apesar de serem mais escolarizadas, são obrigadas a viver com salários mais baixos do que os pagos aos homens”, protesta Neiva Ribeiro, secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

A dirigente lembra também que os grande bancos investem no marketing de inclusão, igualdade de gênero e diversidade. "Todos estão indignados com essa atitude. É um marketing mentiroso. Mas serviu para acordar os trabalhadores. Essa proposta agride diretamente as mulheres. Além do mais, muitos bancários adoecem por conta da pressão por metas, assaltos e tantos problemas de saúde. Não querer pagar PLR, que é um direito conquistado há anos, é um abuso" ressalta Neiva.

A Fenaban pediu um prazo para se reunir com os bancos e a negociação continua nesta quinta (23). Os bancários seguem mobilizados em semana de luta por todo o Brasil. (via Agência Sindical)

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DATAFALHA ENTERRA O ALCKMIN
(via Conversa Afiada)