6.8.18

A IMPRENSA QUE SE DIZ IMPARCIAL ENVERGONHA QUALQUER JORNALISTA IMBUÍDO DE ÉTICA

ANDRÉ MOREAU -


A tentativa de assassinar o Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, durante as homenagens pelo 81º aniversário da Guarda Nacional Venezuelana, em Caracas, na tarde deste sábado (4/8), reivindicada por mercenários que operaram os drones carregados com explosivos C4, abatidos por atiradores de elite da segurança presidencial, chama a atenção para os diferentes graus de terrorismo que vêm sendo impostos por oligarcas locais e dos Estados Unidos contra os povos da América Latina, visando usurpar as riquezas naturais da região.

“Tentaram me assassinar no dia de hoje, e tudo aponta a uma operação da ultradireita venezuelana, junto com a ultradireita colombiana e o nome de Juan Manuel Santos está por trás deste atentado”, afirmou Maduro, na transmissão em cadeia nacional, realizada após o fracassado atentado.

O mandatário ressaltou que os autores materiais do ataque já foram identificados e presos. Agora estão sendo processados, e que os “responsáveis intelectuais e financiadores da ação residem na Flórida, nos Estados Unidos, apoiados pelo governo desse país”.

Em seguida o Presidente Maduro convidou o Presidente estadunidense Donald Trump a “mostrar verdadeira disposição em combater os grupos terroristas que cometeram esta tentativa de magnicídio e outros atentados contra países pacíficos, como a Venezuela”.

O Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, lembrou que “aqui na terra, sou protegido pelo povo e pelas Forças Armadas Bolivarianas, e por isso estou sempre de pé, vivo e vitorioso, vivo para seguir a batalha e os combates que tenha que enfrentar”.

E com a verve dos líderes que o antecederam, concluiu: “Não puderam nem poderão comigo, nem conosco. Continuaremos no rumo de uma pátria que quer desenvolvimento em paz, prosperidade, tranqüilidade e amor”.

O Presidente do Ministério Público Geral da Venezuela, Tarek William Saab, responsável pela denúncia, está apurando a participação intelectual do Presidente da Colômbia Juan Manuel Santos, que recentemente traiu o “acordo de paz” feito com os membros das FARC - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, tendo usado até mesmo o Papa Francisco, para dar credibilidade ao “acordo de paz”.

O Presidente Nicolás Maduro perguntou, após o fracassado atentado, o que buscam os oligarcas colombianos e os imperialistas: Provocar uma guerra civil na Venezuela? Pergunta que deveria ser anotada por todos os profissionais de Comunicação que se dizem jornalistas por prezarem a informação imparcial, mas que na prática se calam como escravos dos patrões que ocultam, manipulam ou debocham dos fatos, para favorecer o covarde plano da rede neoliberal de desestabilização do Governo Bolivariano da Venezela.

A tecnologia usada contra o Presidente Nicolás Maduro, que para muitos “democratiza as relações a nível global,” de acordo com informações do General Nelson Werneck Sodré, coletadas pelo autor deste artigo, foi criada pela Marinha dos Estados Unidos e não por acaso, a partir das metas anteriores a II Guerra Mundial, de aferir as pessoas contrárias ao regime de Hitler, suas identificações através dos cartões perfurados da IBM, visando selecionar quem seria transportado de trem até os campos de concentração, para servir de cobaia nas mãos de carniceiros da medicina ou para ser eliminado na câmara de gás.

A tentativa de assassinar o Presidente Nicolás Maduro, se soma a outras ações terroristas contra a soberania Bolivariana: a sabotagem do sistema elétrico e; o tráfico de combustíveis, dentre outros crimes de lesa pátria, da guerra econômica, o que ajuda a entender porque o Presidente Juan Manoel Santos, ganhou o Premio Nobel da Paz, assim como o ex-Presidente Barack Obama.

Ações perpetradas por oligarcas colombianos e estadunidenses, que operam livremente diante dos olhares perplexos dos “jornalistas” ou conforme classificou um agente da CIA, “informantes não oficiais,” porque se prestam como sabujos dos oligarcas dos meios de comunicação, em troca de migalhas, a colocar a corda no pescoço do Povo e nos seus próprios pescoços.

Levando em conta governos golpeados na História recente como, por exemplo, da Presidenta Dilma Rosseff, como lembrou o ex-Presidente Rafael Correa, tais ações fazem parte de “uma espécie de Operação Condor”, mas agora operada em escala global, a partir do contrôle e uso da tecnologia informática por parte de oligarcas dos meios de Comunicação organizados em consórcio, que uniformizam noticiários, para favorecer a ação de agentes das centrais de inteligência como a CIA, da qual um dos seus dirigentes pronunciou a seguinte frase: “Morre Chávez, morre a Revolução,” bem como o interesse dos membros da rede neoliberal.

O Presidente da Bolívia Evo Morales, o primeiro a manifestar repúdio ao atentado fracassado, foi direto ao ponto:

“depois do fracasso em sua tentativa de derrubá-lo eleitoralmente, economicamente e militarmente, agora o império e seus serventes atentam contra a sua vida”.

O Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, condenou o atentado com “(...) o coração cheio de indignação, com o Fogo Sagrado da nossa irmandade revolucionária, (expressamos) nossa enérgica condenação a esses covardes terroristas”.

A União das Nações Sul-Americanas (Unasul) publicou a seguinte mensagem: “denunciamos e repudiamos a tentativa de magnicídio contra o Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela. Violência política NÃO! O Presidente Maduro representa a vontade soberana do povo venezuelano”.

O ex-jogador de futebol, Diego Armando Maradona, também foi solidário: “Atentar contra o Presidente é atentar contra o povo. A Venezuela não se rende. Força, querido amigo!”.

A criminosa ação foi ocultada e ou distorcida pelos “jornalistas” dos meios de comunicação da rede neoliberal que se dizem sérios. A tentativa de assassinar o Presidente Nicolás Maduro, foi uma “lambança” reivindicada por mercenários, mais vergonhosa do que a tentativa dos Estados Unidos de derrubar Fidel Castro invadindo a Baía dos Porcos, em Cuba.

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*André Moreau, é Professor, Jornalista, Cineasta, Coordenador-Geral da Pastoral de Inclusão dos "D" Eficientes nas Artes (Pastoral IDEA), Diretor do IDEA, Programa de TV transmitido pela Unitevê – Canal Universitário de Niterói e Coordenador da Chapa Villa-Lobos – ABI – Associação Brasileira de imprensa, jornalabi.blogspot.comarbitrariamente impedida de concorrer à direção nas eleições de 2016/2019.