16.8.18

EMOCIONANTE HOMENAGEM EXIGE FIM DA IMPUNIDADE AOS CRIMES DA DITADURA MILITAR-CIVIL-EMPRESARIAL DE 1964

DANIEL MAZOLA -

Cabo Jaime Nascimento, advogado José Bezerra da Silva, Profª Ana Bursztyn Miranda, Dra. Rosa Maria Cardoso e Silvio Tendler / créditos: TIS. 
Muitas pessoas não têm noção do que foi a ditadura militar-civil-empresarial de 1964, se alimentam de frases de efeito sobre um suposto “avanço econômico” maquiado, que escondeu muita corrupção, repressão, torturas e assassinatos. E para que isso não seja esquecido no tempo pela omissão de poderosos, diversas Associações de Anistiados e Anistiandos do Brasil promoveram ontem (15) - no “Monumento ao Nunca Mais”, localizado na Praça da Cinelândia em frente ao Clube Militar, Centro do Rio de Janeiro - homenagens a corajosos lutadores brasileiros que não se curvaram ao sanguinário regime.

O advogado José Bezerra da Silva, coordenador do evento, e a jornalista Iluska Lopes (representando a Tribuna da Imprensa Sindical) entregaram Certificados e Medalhas dos “Notáveis na Luta Pela Democracia” a Profª Ana Bursztyn Miranda, a Dra. Rosa Maria Cardoso e o Cineasta Silvio Tendler. Também foram homenageadodona Lyda Monteiro da Silva, Inês Etienne Romeu, Álvaro Caldas, Geraldo Cândido, Modesto da Silveira, Francisco Soriano, Antônio Barbosa, Adelino Chaves, Vito Giannotti, Luiz Carlos Prestes e Estrella D`alva Benaion Bohadana. Saxofonista e Trompetista, Cabo Corneteiro Jaime Nascimento executou por algumas vezes o Toque de Silêncio, cerca de 50 presentes ouviram e cantaram Geraldo Vandré.

Dra. Rosa Maria Cardoso, Iluska Lopes e o advogado José Bezerra da Silva
Sempre nas primeiras segundas de cada mês, ocorrem homenagens e atos organizados pelas Associações de Anistiados no “Monumento ao Nunca Mais”, comparecem jovens e principalmente militantes da época da ditadura. Os encontros são sempre muito emocionantes, onde esses que lutaram pela democracia e por direitos, em um período de intensa repressão política e social, passam para os mais jovens essa memória de luta, e respeito aos direitos humanos. Hoje, isso tem a ver diretamente com o fim da impunidade aos crimes da ditadura.

Em função de atividades como a de ontem, a juventude também passou a protagonista na reivindicação dessa memória, muitos não tem vinculação com familiares de vítimas, mas eles entendem que essas memórias também são suas, também lhes pertencem, pois representam a memória da Nação. Essas homenagens demonstram a sociedade que esse triste episódio não é individual, ele é social, ele pertence a todos nós, para que não se repita jamais.