8.8.18

O ELEITOR QUE NÃO QUER VOTAR, DESESPERANÇADO E DESANIMADO, DECIDIRÁ QUEM ARRUINARÁ AINDA MAÍS O PAÍS

HELIO FERNANDES -


Todas as pesquisas, dos mais diversos Institutos, registram: a Abstenção (e os sucedâneos para anular o voto) ultrapassam os 50 por cento dos inscritos. Como os cidadãos – contribuinte - eleitores são 146 milhões, os que desistirão do seu mais legitimo direito, ultrapassam os 50 por cento.

Todos concordam, é muito, calculo exagerado. Mas a descrença e a convicção de que não adianta votar, está na razão direta da mediocridade dos candidatos e da inutilidade de escolher alguém nessa lista repetitiva, e que vem de longe.

Dos 8 que devem disputar o primeiro turno, pelo menos 4 já foram presidenciáveis. Os outros 4, estão entre os mais recusados ou repudiados. E não existe nenhuma possibilidade de modificação na qualidade dos que se apresentam como presidenciáveis.

Mas á falta de atração dos candidatos, acrescente-se a displicência e o desinteresse dos eleitores. Com o mais profundo lamento, vou citar um exemplo, que pode se multiplicar indefinidamente.

PS- Clarice Herzog, ante ontem, deu estranha entrevista. Textual: "Sou de esquerda, vou votar em Alckmin". Contradição completa.

PS2- Mais grave ainda. Esqueceu que é viúva de um personagem histórico, Wladimir Herzog, assassinado pela ditadura.

PS3- Não pode vir a publico, dizer que votará em Alckmin. Insensato e clamoroso.

O PRESIDENCIÁVEL ALVARO DIAS, CUSTOU MAS IDENTIFICOU TEMER

Silencioso, nem parecia candidato. Deputado, senador, governador, outra vez senador, não era por falta de experiência. Provavelmente esperava o momento. Chegou e aproveitou. Querendo combater a corrupção, nada mais apropriado do que ligá-la a Temer. Foi claro e até original.

Textual: "É fácil dizer que tem corrupção no Congresso". E retumbando: "Do outro lado da rua, está o presidente da Republica corruptor". Falta condenar o presidente usurpador.

O VICE DE BOLSONARO É GENERAL, O PRESIDENCIÁVEL É APENAS CAPITÃO

Na sua primeira fala como segundo quis deixar bem clara, a sua coerência e superioridade. Quando era coronel da ativa, comandante de um batalhão de combate, pregava a intervenção militar, em vez de eleição. Agora quer mostrar que continua com as mesmas ideias, não mudou nada.

Para os que duvidavam, esclareceu: no Exercito, capitão é capitão, general é general, na ativa ou na reserva. Também mostrou e comparou o que ele e Bolsonaro admitem como poder ditatorial. Bolsonaro assusta com excesso de poder militar (se for eleito), ele continua convencido de que a única solução para o país, é a intervenção militar.

E foi mais longe, expondo suas ideias no campo civil. Anteontem na primeira fala como vice, mostrou sua intolerância com negros e índios, que jamais terão lugar á sua mesa. Foi claro com as duas etnias.

Negros: "O Brasil herdou a malandragem dos africanos". Índios: "O Brasil herdou a indolência dos indígenas".

PS- Bolsonaro erra em tudo, tem que conviver com um vice, superior. Que faz questão de deixar visível, e viável, essa condição.

PS2- O general Mourão (nome de general golpista) esquece que sua ilusão vai no máximo até 28 de outubro.