26.8.18

O IMPÉRIO SE APROPRIOU DA DOUTRINA DE GOEBBELS PARA DOMINAR OS POVOS

ANDRÉ MOREAU -


Os defensores do discurso estadunidense de mercado livre, atrelados a "Doutrina Monroe" e a ganância dos "donos do mundo", andam queimando as pestanas, desesperados com o desenvolvimento da China.

A saída óbvia foi voltar a acirrar a velha doutrina de satanização com base em mentiras repetidas sobre o "perigo Vermelho". Cortina de fumaça para desviar o foco da opinião pública, do terror das ameaças, das guerras, dos golpes.

E no caso do Brasil, da "ditadura branda" imposta através do judiciário, do parlamento, pelos meios de "Comunicação" organizados em consórcio, na tentativa de controlar os rumos do País, na geopolítica global.

Meios de "Comunicação," cumpre ressaltar, que não criticam a política estadunidense de "tolerância zero" imposta pelo Pentágono, ao contrário atribuem-na ao Presidente Donald Trump, não por acaso, até porque, ao que tudo indica, Trump não deve nem comandar o que escreve nas redes sociais que dirá os Estados Unidos.

Quem comanda são corporações regulares e empresariais ligadas a política de "tolerância zero" que funcionam como correia de transmissão entre os vendilhões dos meios de "Comunicação" que para ampliarem seus respectivos faturamentos usam de falsas narrativas de "ajuda humanitária", "combate à corrupção" e ao "crime organizado," visando justificar a venda de armas, munições, dentre outros equipamentos de guerra, além dos investimentos na reconstrução de cidades devastadas.

O "modus operandi" do citado consórcio remonta à satanização promovida através do Departamento de Propaganda do Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais (IPÊS), pensado e colocado em prática pelo seu diretor, o jornalista Irineu Marinho.

Marinho criou condições para derrubar o Presidente João Goulart e dar sustentação a uma das mais longas ditaduras da América Latina, visando transformar O Globo na poderosa empresa cruzada dos meios de Comunicação que conhecemos hoje.

A diferença é que o golpe de Estado de 2016 foi deflagrado, de acordo com fontes seguras, com a recusa do Comandante do Exército Brasileiro, Eduardo Vila Boas, de intervir, segundo o que reza a Constituição.

Como no golpe de 64 a satanização começou a ser acirrada três anos antes (1962) e no impeachment, sem mérito, a partir de 2013, com maior mobilização na "justiça," no parlamento e nos meios de comunicação.

O aprofundamento da "ditadura branda" ocorre em escala continental, atingindo com ações de suposto "combate à corrupção," todos os presidentes progressistas, enquanto oligarcas promovem usurpações de direitos básicos e riquezas naturais, empurrando cidadãos pobres de países como a Venezuela, o Brasil, a Argentina e o Equador para fora de seus territórios, na tentativa de evitar o retrocesso à miséria extrema.

Tratam-se de manipulações que estão diminuindo brutalmente direitos sociais, cerceando "legalmente" a possibilidade de desenvolvimento humano e de políticas públicas. O plano é privatizar tudo que é público drenando o capital público para corporações e mudar o sistema de governo, sem o voto do povo e ou fraudando as eleições como foi feito em Honduras, que usou urnas de primeira geração emprestadas pelo governo ilegítimo do Brasil.

O fato é que a guerra imperialista, impiedosa, que atinge a Presidenta, Dilma Rousseff, o ex-Presidente, Lula, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a Senadora e ex-Presidenta da Argentina, Cristina Kirchner e o ex-Presidente do Equador Rafael Correa, presidentes que ousaram lutar por políticas que libertassem os seus respectivos povos das amarras do mercado, só está no começo.

O projeto de dominação será o mais longo da História como bem lembrou, o General Nelson Werneck Sodré, uma semana antes de morrer (1911 - 1999).

As ações identificadas pelo ex-Presidente Rafael Correa, lembram um tipo de Operação Condor, na época em que falou, ainda sem tanques nas ruas, ao contrário do que ocorre hoje, no Rio de Janeiro, em Buenos Aires e nas fronteiras da Venezuela.

Quem ainda tem dúvidas de que as eleições presidenciais no Brasil, ocorrerão sob o controle desses oligarcas, naturalmente de forma semelhante a fraudada em Honduras?

Por isso não é hora de criticar quem ousou tirar o País do mapa da fome. Quem lutou pela criação dos BRICS, mesmo que não tenham conseguido desarmar as armadilhas engatilhadas por FHC.

É hora de perguntar: por que até hoje o Supremo Tribunal Federal não julgou o processo que propõe a anulação do impeachment, sem mérito?

É hora de exigir a participação de Lula nas eleições, para que não legitimem o golpe de Estado de 2016, nas eleições de 7 de outubro de 2018.

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*André Moreau, é Professor, Jornalista, Cineasta, Coordenador-Geral da Pastoral de Inclusão dos "D" Eficientes nas Artes (Pastoral IDEA), Diretor do IDEA, Programa de TV transmitido pela Unitevê – Canal Universitário de Niterói e Coordenador da Chapa Villa-Lobos – ABI – Associação Brasileira de Imprensa, jornalabi.blogspot.com - arbitrariamente impedida de concorrer à direção nas eleições de 2016/2019.