26.8.18

PROBLEMA INSOLÚVEL DOS PRESIDENCIÁVEIS: CONVENCER O ELEITOR QUE ELES MERECEM O VOTO

HELIO FERNANDES -


Ha quase 1 ano venho escrevendo diariamente sobre a mais lamentável, medíocre e melancólica sucessão. E constatando e confirmando, que o numero elevado da abstenção, é culpa dos candidatos e não dos eleitores. 13 os supostos presidenciáveis, 146 milhões de cidadãos inscritos para transformá-los apenas em 1, que assumirá o poder no primeiro dia de 2019.

Ainda como presumíveis, suas credenciais não convencem ninguém ou são tormento e quase desespero. Eleito, só pode ser um, que tomará posse depois do segundo e definitivo escrutínio, em 28 de outubro. De hoje até essa data fatídica restam 41 dias. Por maior que seja o interesse e a preocupação do cidadão-contribuinte-eleitor, é praticamente impossível descobrir o que eles pensam sobre os grandes problemas nacionais.

Todos ou pelo menos 10 deles, (sobrando apenas 3, com muitas restrições) se recusam a definir seus programas, que do inicio da Republica até 1930 se chamava de "plataforma" de governo.

Quase verdade absoluta. Preparação para uma eleição que não haveria. Ou que só começou a existir em 1945, 56 anos depois da imposição e destruição da Republica, que "continua a não ser a dos nossos sonhos". Confissão do grande Saldanha Marinho, que em 1860, em plena monarquia lançou o jornal diário, "A Republica". E como senador, foi preso por ordem do autoritário Marechal Floriano, que derrubara o também marechal.

Todos os candidatos, sem exceção, escondem as definições e convicções que não têm, apregoam que se definirão no horário de radio e televisão, com brutal desigualdade. O ridículo Alckmin vai poder desperdiçar 5 minutos diários e centenas de inserções. Recompensa por ter aliciado 32 parlamentares indiciados e indefensáveis.

PS- Alguns se refugiam na certeza, para substituir um presidente corrupto e usurpador, qualquer um serve.

PS2- Com exceção de Marina, Ciro Gomes e Haddad, este último dependendo das circunstancias.

PS3- Chamam de circunstancias, a conspiração judiciária, política e eleitoral contra a candidatura de Lula.

RÉUS: JOESLEY BATISTA, PALOCCI, MANTEGA

O primeiro é o maior bandido que nasceu no Brasil. Devia ser condenado a 500 anos de prisão. E descobrirem uma formula de cumprir a pena inteira. Apesar de tudo, foi recebido pelo presidente corrupto e usurpador. Que o recebeu de madrugada no palácio ouviu confissão criminosa, e aconselhou com a frase famosa: "Mantém isso, viu".

Palocci começou a roubar como prefeito de Ribeirão Preto. Tantas as Irregularidades, praticamente expulso da cidade, no fim do mandato. Ministro da Fazenda, nomeado e demitido por Lula. Chefe da Casa Civil, Nomeado e demitido por Dona Dilma. Não devia poder fazer delação, não Merece premio.

Mantega, professor Universitário em SP, fez carreira Administrativa no PT. Ministro do Planejamento no primeiro governo Lula, ficou pouco tempo. Demitido o presidente do BNDES, foi logo promovido. Demitido o ministro da Fazenda, mais uma promoção para Mantega. Deixou o cargo por remanejamento político. Jamais ouvi qualquer acusação a ele.

PS- E para terminar. Não conheço Mantega, nunca falei com ele, jamais estive perto dele. O fato tem toda a aparência de injustiça.

EUA: A MORTE TRAUMÁTICA DO SENADOR MACCAIN

Por ele e pelas circunstancias, traumatizou e emocionou o país. Na Segunda guerra mundial foi preso e torturado duramente. Ficou encarcerado muito tempo, voltou como herói nacional. Entrou para o Partido Republicano, se elegeu senador. Transformado em personagem nacional, foi candidato contra Obama. Perdeu mas fez excelente campanha, mobilizando o eleitorado.

O imponderável e inesperado, foi conhecido e concluído em 3 dias. Descobriu que estava com um câncer fulminante no cérebro. Como é comum nos EUA, o medico informou, "você tem 24 horas de vida". Tomou decisões tão fulminantes quanto o câncer.

Escreveu uma carta se despedindo do país, sem nenhum lamento. Surpreendente apenas, a relação de quase 100 nomes, que não queria que estivessem no seu velório. Deputados, senadores, 4 diretores de grandes órgãos de comunicação. E 6 ex-presidentes. 2 do seu partido, Bush pai e filho. E 1 Democrata, Bill Clinton.

Junto e com apoio da família, retirou os aparelhos que o ligavam á vida, morreu quase imediatamente.