13.9.18

DISPUTA ACIRRADA PARA GOVERNAR UM ESTADO "FALIDO"

ALCYR CAVALCATI -


A corrida para o governo do Estado do Rio de Janeiro continua indefinida. Os problemas são inúmeros agravados por uma raspagem dos cofres feito pelo grupo do ex-governador Sérgio Cabral com múltiplas condenações que já chegam a quase 200 anos. A maior parte dos  problemas são crônicos e vêm se arrastando há décadas como a poluição da Baia de Guanabara, a falta de segurança e o crescimento da criminalidade, a falta de uma política habitacional, um transito caótico, em especial na cidade do Rio de Janeiro, desemprego em massa que tem aumentado em muito o número de moradores de rua espalhados pelos quatro cantos da cidade.

Esses são apenas alguns, poderíamos citar muitos outros mas teríamos que fazer muitas outras postagens. O MDB (antigo PMDB)  grupo do ex-governador Sérgio Cabral preso sob acusação de chefiar uma organização criminosa com tentáculos na ALERJ ainda sob a influência do Clã Picciani vai influir na decisão.   Até agora os mesmos nomes de sempre como ex-prefeito da capital Eduardo Paes que lidera as pesquisas de intenção de votos, graças ao poderio financeiro de grupos empresariais que apoiam, embora tenha sido muito ligado ao grupo de Cabral/PMDB. Paes é seguido de perto pelo senador  Romário e o ex-governador Anthony Garotinho, que luta para poder continuar no páreo, está sob processo judicial e poderá ser impedido pela Lei da Ficha Limpa. Índio da Costa, Tarcísio e Márcia vão chegando aos poucos.

Um grande desafio vai ser resolver a crise na política de segurança, que tem sido totalmente equivocada, centrada exclusivamente na "War on Drugs" e por extensão localizada nas mais de 950 favelas, quase todas sem a mínima condição de saneamento, mobilidade urbana e sem nenhuma perspectiva de trabalho e com um fator ainda mais grave, as constantes invasões para domínio de território entre as redes criminais que tem motivado invasões policiais sem um planejamento adequado que acaba prejudicando os mais de dois milhões de moradores que habitam nas favelas, conjuntos habitacionais e bairros próximos. Escolas fechadas, crianças vitimadas por balas perdidas, mas que têm sempre um destino certo, atingir inocentes. Como resolver, ou pelo menos amenizar a triste situação a que foi submetido um estado pujante com verbas satisfatórias oriundas principalmente da exploração do petróleo que devido a uma rapinagem constante durante anos e anos deixou uma enorme dívida que levou nosso estado à beira da falência? Quem viver, ou sobreviver verá.