1.11.18

CENTRAIS SINDICAIS UNIDAS CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

REDAÇÃO -


Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil pelos próximos quatro anos. Nesse momento começam a ser divulgados os nomes para os ministérios e também a especular muita coisa sobre o futuro governo.

Um dos pontos que já está dando o que falar é a reforma da previdência, que o Temer não conseguiu aprovar, e que o Bolsonaro está disposto a fazer e querendo que seja feito ainda este ano. Nesse sentido as Centrais Sindicais já começam a se mobilizar para o que pode vir pela frente.

Dirigentes das Centrais Sindicais (CSB, CSP/Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central) estiveram reunidos hoje (1/11) no Dieese para discutirem as prováveis mobilizações que a classe trabalhadora fará dependendo do que for proposto de mudança na aposentadoria.

Um dos pontos discutidos durante a reunião foi em reafirmar a unidade das centrais sindicais para combater uma reforma da previdência que seja prejudicial para os trabalhadores.

“Nós queremos uma reforma que não retire direito dos trabalhadores”, disse Miguel Torres, presidente da Força Sindical, que continuou: “A unidade, a resistência e a luta serão fundamentais para barrarmos mais este retrocesso e os graves impactos da ‘reforma’ na vida dos trabalhadores e trabalhadoras.”

“Depende do governo”. Foi assim que o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, quando foi perguntado sobre uma possível manifestação. Para ele vai depender do que o governo decidir, se o que for proposto é algo que prejudique os trabalhadores, estes irão para as ruas para se manifestar contra.

“Queremos uma previdência pública para todos. Se seguirem nesse caminho, é vida que segue, mas se não for, como estamos percebendo e divulgado pela imprensa, com certeza terá reação da classe trabalhadora”, falou Nobre.

Para o secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro Índio, a reforma poderá unir a população, mesmo os que votaram no Bolsonaro.

“A eleição dividiu o povo, mas a aposentadoria vai unir o povo. E a população, como das outras vezes não vai aceitar mudanças na aposentadoria. Na nossa avaliação, o povo vai se unir contra a reforma da previdência”, afirmou Índio.

Próximos passos - No dia 12 de novembro, as Centrais Sindicais se reunirão no Dieese, às 9 horas, para realizarem plenária que visa preparar ações para informar trabalhadores e sociedade do perigo da reforma da previdência.

As centrais também divulgaram documento com o conteúdo da reunião.

Confira na íntegra:

Reunidas hoje, 1º de novembro, na sede do DIEESE, em São Paulo, as Centrais Sindicais CSB, CSP/Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central decidiram:

- Intensificar a luta contra a proposta da reforma da Previdência Social, divulgada recentemente pelos meios de comunicação;

- Organizar o movimento sindical e os segmentos sociais para esclarecer e alertar a sociedade sobre a proposta de fim da aposentadoria;

- Realizar um seminário, em 12 de novembro, para iniciar a organização da campanha nacional sobre a Previdência que queremos;

- Retomar a luta por uma Previdência Social pública, universal, que acabe com os privilégios e amplie a proteção social e os direitos.

CENTRAL DOS SINDICATOS BRASILEIROS (CSB)
CENTRAL SINDICAL E POPULAR (CSP-Conlutas)
CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL (CTB)
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES (CUT)
INTERSINDICAL – CENTRAL DA CLASSE TRABALHADORA
NOVA CENTRAL SINDICAL DOS TRABALHADORES (NCST)
FORÇA SINDICAL

Fonte: Redação Mundo Sindical