23.11.18

DIREÇÃO DA CTB MANIFESTA SOLIDARIEDADE A CUBA

REDAÇÃO -

Dirigentes e assessores da CTB foram ao consulado de Cuba em São Paulo na tarde desta quarta-feira (21) manifestar a solidariedade da Central à decisão do governo revolucionário da Ilha socialista de encerrar sua participação no programa Mais Médico em função das ameaças e provocações do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Guiado por um arcaico anticomunismo, o líder da extrema-direita prometeu mudar as regras do contrato fechado entre os dois países e depreciou a qualidade dos profissionais cubanos.


“Foi uma decisão dolorosa para nós”, ponderou a cônsul Ivette Martinez Leyva, “mas não havia outra saída”. Em sua opinião “a população acolheu muito bem os médicos cubanos. Constatamos isto nos sete consulados de Cuba instalados nos estados brasileiros. Os médicos vieram sozinhos, mas contaram com todo apoio do povo”.

A diplomata e os sindicalistas enalteceram a formação humanitária dos profissionais, no espírito do socialismo, diferentemente do que em geral ocorre no Brasil, onde a maioria dos estudantes de Medicina, oriundos das classes médias e alta, vê na profissão, prioritariamente, uma oportunidade de ganhar bem e conquistar uma vida de conforto. Por esta razão, poucos são os que se dispõem a trabalhar em municípios pobres do interior.

O médico cubano tem uma formação completa, segundo a cônsul, compreendendo e tratando o ser humano (homem ou mulher) em sua totalidade. “Temos orgulho de dizer que em Cuba garantimos as coisas básicas: saúde gratuita para todo mundo, educação também, até o nível superior, habitação e emprego. São conquistas do socialismo”.

Ao fazer uma breve análise da conjuntura nacional, o presidente da CTB, Adilson Araújo, ressaltou que o país “vive dias sombrios” decorrentes do golpe de 2016 e da eleição de Bolsonaro. “Mas estamos empenhados na luta em defesa da democracia, da soberania e dos direitos sociais”.

Embora preocupados com os efeitos da saída dos cubanos do programa Mais Médico (nada menos que 1575 municípios brasileiros possuem somente médicos cubanos no programa, segundo estimativas da Confederação Nacional dos Municípios), os dirigentes da CTB expressaram total solidariedade à decisão do governo cubanoem resposta à intolerância e reiteradas provocações de Bolsonaro. “Foi uma resposta justa e no tempo certo”, comentou Nivaldo Santana, vice-presidente da Central.

Fonte: Portal CTB