17.12.18

7 ANOS SEM KIM JONG IL

LUCAS RUBIO -

Partia, há exatamente 7 anos, em 17 de dezembro de 2011, o grande dirigente do povo coreano, o camarada KIM JONG IL.


KIM JONG IL, General do Exército Popular da Coreia, é um dos maiores revolucionários de todos os tempos e deve ser lembrado nesse dia que marca a sua partida.

Nasceu no berço da Revolução Coreana, nos pés do Monte Paektu, a montanha lendária da Coreia, no meio da luta empreendida por seu pai, KIM IL SUNG, contra a colonização japonesa sobre o país.

Seu pai, KIM IL SUNG, um dos maiores libertadores e revolucionários da História. Sua mãe, KIM JONG SUK, uma das maiores e mais corajosas revolucionárias de todos os tempos!

Com apenas 7 anos, KIM JONG IL perdeu sua mãe e sua mãe passou a ser a Coreia e sua Revolução Socialista. Desde muito jovem se envolveu na reconstrução do país depois da Guerra de Libertação (1950-1953). Sempre ao lado de seu pai, auxiliou na construção socialista e, dentro do Partido do Trabalho da Coreia, conquistou importantes cargos de liderança.

KIM JONG IL era um revolucionário completo. Era especialista em arte, com atenção para o teatro e cinema. Tinha grande talento para arquitetura, planejando inúmeras construções em Pyongyang e outras cidades planejadas da Coreia, além de monumentos que marcassem para sempre na civilização coreana a bravura dos revolucionários. A Torre Juche é um exemplo disso. Era jornalista, tinha grande conhecimento na geografia coreana e era muito atento aos detalhes de cada coisa que se envolvia.

Por seus talentos destacados e seu trabalho junto a KIM IL SUNG, tornou-se Dirigente do Partido do Trabalho da Coreia. Chegou ao comando da República Popular em 1994, após a triste partida do Presidente Eterno.

Nos complicados anos 1989-1991, foi KIM JONG IL quem manteve o caminho da Revolução Coreana para que ela também não caísse nas armadilhas que levaram ao desmanche do socialismo na Europa e na URSS. Nos ainda mais complicados anos 1990, ainda mais após a morte do Presidente KIM IL SUNG, o Dirigente KIM JONG IL teve uma atuação importantíssima para a continuidade da Revolução e manteve acesa a tocha do Juche, a última esperança do mundo.

Nos anos 1990, terríveis desastres naturais assolaram a Coreia e trouxeram muitas dificuldades, somada aí a queda dos mercados externos. Os Estados Unidos apertaram o cerco contra a Coreia como nunca antes. Trataram de rapidamente bloquear o país de todas as formas, visando isolá-lo do mundo e sufocar seu povo até a morte.

KIM JONG IL, se fosse qualquer outro líder estatal, teria cedido às propostas de "abertura de mercado", "democracia ocidental" e "liberdade" e às promessas de "prosperidade" e "desenvolvimento" prometidos pelos Estados Unidos. Mas que tipo de 'liberdade' e 'prosperidade' seriam essas e como a Coreia as experimentaria? Tendo a 'liberdade' de ser anexada ao projeto de colônia no Sul, tendo suas riquezas saqueadas, seu povo empobrecido e largado à própria sorte, seu território invadido por um exército hostil e um batalhão de empresas estrangeiras? KIM JONG IL nunca cedeu um só passo na condução da Revolução.

Quando o povo coreano precisou, ele esteve lá e, mesmo sob terrível e desumana pressão, desenvolveu a Política Songun, a chave da vitória da Coreia, que modernizou o Exército Popular ao ponto de fazer os EUA recuarem em suas tentativas de invasão.

KIM JONG IL manteve a dignidade de seu povo e dobrou os Estados Unidos ao ponto deles aceitarem o diálogo. Ao mesmo tempo, foi o General KIM JONG IL que deu início ao programa nuclear e balístico da Coreia, a 'espada nuclear' que manteve de pé a experiência socialista e afastou o temor de uma nova guerra. Um campeão da paz, não só evitou por diversas vezes mais um conflito na Península Coreana como deu à Coreia Popular o status de nação nuclear com voz ainda maior no jogo mundial.

Após passar pelas dificuldades econômicas provocadas e incitadas pelo inimigo, KIM JONG IL, na virada do século, promoveu a modernização da Coreia, de sua indústria, de suas cidades e deu novos ares à Revolução, que hoje segue ainda mais forte sob o comando do Máximo Dirigente KIM JONG UN.

Infelizmente, em uma viagem de trem rumo à uma inspeção de campo à uma obra, KIM JONG IL faleceu. O anúncio de sua partida física causou grande comoção no povo coreano, que por dias lotou o seu funeral.

KIM JONG IL morreu na época que eu comecei a estudar a Coreia. Como meu coração sentiu dor. Foi a minha primeira grande perda. Perder um líder da envergadura de KIM JONG IL é algo muito doloroso para o povo e para os admiradores e apoiadores. Mas ele próprio deu a lição de que quando se perde um líder, devemos seguir ainda mais adiante para cumprir as suas diretrizes revolucionárias. Quando KIM IL SUNG morreu, foi KIM JONG IL quem deu colo ao órfão povo coreano e glorificou o passado de seu pai dando à Coreia ainda mais meios de seguir em seu caminho revolucionário.

Esse ano eu pude estar na sagrada terra que deu à luz a KIM JONG IL. Visitei monumentos e outros lugares que carregam sua imagem, importante para aquele povo. Uso sua fotografia em meu peito todos os dias. É uma honra poder conhecer e se inspirar em um revolucionário firme como KIM JONG IL.

Depois de sair de lá, tive a certeza de que seu legado é imortal!

Na foto, um mural que representa a visita de KIM JONG IL à Fábrica de Sapatos de Pyongyang, lugar que eu pude visitar. KIM JONG IL, PRESENTE!

*Lucas Rubio - Presidente do Centro de Estudos da Política Songun-Brasil, Coordenador do Núcleo de Política Internacional da Tribuna da Imprensa Sindical