13.12.18

COOPERAÇÃO MILITAR E DEFESA DA VENEZUELA EXPLICAM BOMBARDEIROS RUSSOS NO PAÍS

REDAÇÃO -

Quatro aeronaves – incluindo dois bombardeiros Tupolev 160 (Tu-160), com capacidade para transportar armas nucleares – pousaram na segunda-feira no Aeroporto Internacional de Maiquetía Simón Bolívar, nos arredores de Caracas – em uma demonstração de apoio da Rússia ao governo do presidente Nicolás Maduro.

O Ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino Lopez (centro) dá declaração em Caracas (Foto: EFE/Miguel Gutierrez)
O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, participou de um evento de boas-vindas às aeronaves e afirmou que elas fazem parte de exercícios de cooperação militar entre os dois países.

“Estamos nos preparando para defender a Venezuela até o último momento caso seja necessário.” (…)

Os dois países são aliados próximos de longa data. E o governo de Maduro, pressionado pelas sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia contra o que consideram violações de direitos humanos na Venezuela, quer reforçar esses laços – incluída, aí, a frente militar. (…)

Em meio à grave crise econômica, política e social que a Venezuela atravessa, especialistas ouvidos pela BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, acreditam que a presença militar russa pode ter o objetivo de “desencorajar” terceiros a realizar “algum tipo de intervenção militar” no país.

Mas, além de beneficiar a Venezuela, essa aliança também é considerada vital para o governo Putin, de acordo com os analistas. (…)

O governo russo criticou em diversas ocasiões a “interferência” dos EUA na Ucrânia e o envio de tropas americanas para o Mar Negro e o Báltico, como parte das operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

E mandar os bombardeiros para a Venezuela pode ser uma resposta, uma maneira de “colocar o dedo na ferida” dos EUA. (…)

Fonte: BBC