11.12.18

EM RORAIMA GOVERNADOR VIRA INTERVENTOR

HELIO FERNANDES -


De eleito pelo povo, passa a indicado pelo presidente corrupto usurpador. E em fim de mandato. Só que o fato não é inédito, embora tenha ocorrido em massa, com a concordância dos governadores eleitos. Em 1937, o ditador Getúlio Vargas transformou 18 governadores em interventores. 2 não aceitaram, o outro disse que iria conversar com o presidente, que já era ditador.

Em janeiro de 1937, Vargas chamou o deputado de primeiro mandato, Negrão de Lima, para exercer a missão, que ficaria conhecida, como "Correio do Czar". Objetivo: convidar os 21 governadores a apoiarem o "Estado Novo" como interventores. Negrão aceitou logo, 18 governadores concordaram antes de Negrão começar falar.

Os outros três: Lima Cavalcanti, governador de Pernambuco - Assim que Negrão falou "no regime de exceção para salvar o país", foi interrompido O governador pediu para ele se retirar, explicou, “Para salvar o país, só  a democracia". Saiu da sala, de passagem, pediu a um continuo que levasse o visitante até á porta.

No dia seguinte viajou para a Europa. Nem passou o cargo ao vice, pra  quê perder tempo, ia haver um interventor. Só voltou ao Brasil em 1945, quando o ditador deixou o poder.

Flores da Cunha, governador do Rio Grande do Sul. Apesar de grande amigo de Vargas, recusou a proposta. Pressionado por Vargas, que jogou contra ele os "provisórios",(tropa estadual), se exilou no Uruguai. E ainda foi condenado a 3 anos e meio de prisão, processado pelo ditador. Voltou á política em 1945 se elegendo deputado federal.

Juracy Magalhães, governador da Bahia. Em silencio, ouviu tudo que Negrão tinha a falar. Pediu apenas: "Diga ao presidente, que não sou problema, irei conversar com ele, pessoalmente". Foi, disse: "Não quero ser governador ou interventor, quero ser seu amigo e ajudá-lo". Vargas adorava submissão e subserviência, Juracy fez assombrosa carreira civil e militar.

PS- Negrão foi nomeado embaixador no Paraguai. E  depois, emergencialmente em Portugal.

PS2- Terminou a carreira eleito governador da Guanabara, apoiado por uma estranha coligação: o general Golbery, o PC do B e montanhas de dinheiro que Negrão nunca teve.

OS "MILAGRES" DE JOÃO DE DEUS

Nessa época de abuso sexual dominando o mundo inteiro, envolvendo personalidades as mais variadas e jamais imaginadas de praticar crimes nojentos e covardes como esse, uma cidade pequena de Goiás, entra no mapa. E ganha repercussão, por enquanto nacional. Só que não demora e atravessa fronteiras, sua reputação fica pelo chão Como já está.

Trata-se de um médium, João, que adotou como sobrenome a palavra DEUS, para reforçar a confiança dos crentes, perdão dos clientes, que mantém sua vida nada respeitosa. (Contribuindo com uma espécie de dizimo, que pelo menos 17 facções das igrejas lideradas pela Universal, exigem abertamente como doação, justificando: "Precisamos disso, para SALVAR vocês, isso custa caro").

E nas entradas de todas essas igrejas, bem á vista, a maquininha para quem quiser fazer a doação com cartão de crédito. João de Deus, age em duas frentes. A financeira, para financiar  sua vida cara, vem gente de longe, atraída pela promoção dos MILAGRES, jamais confirmados. Mas a esperança permanece, mantida a qualquer custo ou preço.

E existe o prazer pessoal e sexual, confirmado e contaminado, ao contrário dos MILAGRES. Já aparecem dezenas de mulheres violentadas, que só agora concretizam as denuncias. As acusações já tem mais de 20 anos, sem que alguma coisa aconteça a esse médium depravado. João de Deus devia ter sua atividade, (as duas) pelo menos suspensa.

PS- A policia informa que ha tempos acompanha a vida de João de Deus.

PS2- MP anuncia que investigará todas as denuncia.

MORO, SERVO, SUBMISSO, SUBSERVIENTE

Está sempre em publico, é o único ministro que anuncia  pela TV, secretario por secretario. Anteontem, jornalistas perguntaram: "Essa questão que envolve nomeações de assessores do filho de Bolsonaro, e do próprio presidente eleito, depois de primeiro de janeiro, como ministro da Justiça, investigará a questão?".

Resposta rápida do quase ministro de duas pastas: "Não será necessário, o presidente eleito já esclareceu tudo". Não é essa a impressão e a convicção da opinião publica.

Hoje, terça, na pauta do CNJ, investigação sobre a ligação de Moro-Bolsonaro. Na campanha. E depois, a nomeação - indicação para 2 ministérios, com ares de recompensa. E o abandono da magistratura.

PS- A maioria é a favor de punição.

PS2 - A pressão total sobre Toffoli, presidente do CNJ, pelo arquivamento. Mesmo em minoria.