28.12.18

MICHEL TEMER TERMINA O GOVERNO COM APENAS 7% DE APROVAÇÃO. AGORA TERÁ TRÊS DENÚNCIAS REMETIDAS PARA PRIMEIRA INSTÂNCIA SEM FORO ESPECIAL

REDAÇÃO -


O presidente Michael Temer encerra o seu mandato com apenas 7% de aprovação, apontou pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo. O levantamento indicou que o governo do emedebista é considerado ruim ou péssimo por 62% dos entrevistados, regular para 29% e bom ou ótimo por 7%.

Segundo o instituto, Temer termina sua gestão com o menor índice de bom ou ótimo para um presidente em fim de mandato desde a redemocratização. O recordista no quesito é Luiz Inácio Lula da Silva, que deixou o Planalto em 2010 com 83% de aprovação.

Apesar dos números ruins, a pesquisa mostrou uma recuperação de Temer. O presidente viu sua taxa de rejeição cair vinte pontos nos últimos seis meses. Em junho, com o país ainda sob os efeitos da greve dos caminhoneiros, a gestão do emedebista foi considerada ruim ou péssima por 82% dos entrevistados – um recorde na série histórica que fez de Temer o presidente mais impopular desde o fim da ditadura. (…)
(via Veja)

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TEMER TERÁ TRÊS DENÚNCIAS REMETIDAS PARA PRIMEIRA INSTÂNCIA SEM FORO ESPECIAL

Da Folha:

O atual Presidente Michel Temer, saíra no próximo dia 1º e perderá foro especial, tendo que enfrentar na primeira instância da Justiça três denúncias já oferecidas pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

Temer só não perderá o foro especial se o governo Bolsonaro o acomodar em um ministério, cenário considerado improvável. Mesmo assim, a blindagem não é segura porque o novo entendimento do STF restringe o foro a crimes praticados no exercício do cargo vigente e em razão dele.

O inquérito foi aberto para investigar a edição de um decreto, de maio de 2017, que teria beneficiado empresas do setor portuário. Segundo Dodge, o esquema movimentou R$ 32,6 milhões entre 2016 e 2017, e Temer recebeu propina por meio de intermediários.

Como essa denúncia foi apresentada a 12 dias do final do mandato de Temer, não houve tempo hábil para a Câmara votar pela conveniência ou não de seu prosseguimento.
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