8.12.18

VIDA DURA A DE MORO: BLINDAR O PSDB, TEMER E AGORA OS BOLSONAROS!

EMANUEL CANCELLA -


Ser juiz mãos limpas no Brasil não é mole! Haja detergente para lavar as mãos e tapete para esconder a sujeira! É pressão no Brasil e no exterior!

Podemos dizer que Moro está num CTI. Quem o mantém vivo no Brasil são os “aparelhos”, ou seja, os tubos da imprensa e as pesadas doses de morfina que vêm da própria “justissa”.

A gota d’ água foi prender Lula sem provas, mas com convicção, e deixar FHC livre, com provas de corrupção, que envolvem até o próprio filho na Petrobrás (18,19).

E mais, FHC com indícios fortíssimos de enriquecimento ilícito, que inclui apartamento de luxo em Paris e Nova York e fazenda com aeroporto no Brasil (10,11).

Moro, ex-chefe da Lava Jato, também carrega um peso nas costas que é o tucano Aécio Neves, recordista em denúncias na lava Jato. E Aécio não ajuda Moro, pois mesmo livre, como provocação, cobra arrependimento de Lula (15).

Moro faz um esforço hercúleo para manter MiShell Temer no poder. Pois foi Moro que tirou 21 das 41 perguntas da delação de Eduardo Cunha, num claro intuito de proteger Temer (1).

Enquanto o Brasil se indignava com as malas do Gedel, com R$ 51 milhões, e a do  ex-deputado Rocha Loures, primo de Aécio Neves, com R$ 2,4 milhões (3,4,), MiShell Temer passou com um trilhão de reais, aos olhos da Lava Jato, que fingiu que não viu.

Foi quando Temer articulou e aprovou isenção de imposto às petroleiras estrangeiras. A mais beneficiada na lei do trilhão foi a Shell (6).

Rodrigo Tacla Duran, advogado da Odebrechet, que foi chamado por Moro de fugitivo e fora da lei, tem cobrado insistentemente seu julgamento na Lava Jato. Duran quer limpar seu nome e provar que o advogado oficial da Lava Jato, Carlos Zucoloto Junior, compadre de Moro e ex-sócio de sua esposa, Rosângela Moro, pediu a ele “por fora” US$ 5 milhões para celebrar delação premiada. Esse acordo ilegal lhe daria prisão doméstica e perdão de US$ 10 milhões de multas da Odebrechet (12 a 14).

Moro, para fugir desse fogo cruzado, abandonou a Justiça e virou futuro ministro da Justiça de Bolsonaro.

Na verdade, o cargo de ministro foi uma conquista que custou caro a Moro, pois foi ele, pessoalmente, que, para favorecer Bolsonaro, vazou a 6 dias da eleição a delação premiada proibida por falta de provas pelo MPF, a de Palocci, acusando Lula e Dilma (7).

Sem contar que a prisão tirou Lula da eleição, mesmo já tendo sido comprovado que não houve reforma no triplex de Guarujá, motivo da prisão (7).

Na sua chegada ao governo de transição de Bolsonaro, Moro depara com Onyx Lorenzoni, seu futuro colega de ministério, réu confesso de caixa dois.

Nos EUA, Moro já tinha dito que caixa dois é pior que corrupção (9). Moro, sem nenhum constrangimento, saiu em defesa de Onyx: ‘Ele já admitiu e pediu desculpas’.

E agora, antes de Moro assumir, estoura o escândalo da família Bolsonaro: A esposa de Bolsonaro, futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, teve  R$ 24 mil depositado na conta pelo motorista do futuro senador Flavio Bolsonaro, que segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras -  Coaf movimentou valor de R$ 1,2 milhões, incompatível com a sua profissão (16).

Vida dura a de Moro ainda nem é ministro e os “petistas” ficam arrumando problema para ele!

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