3.1.19

“É RAPOSA CUIDANDO DO GALINHEIRO”, DIZ CIMI SOBRE DEMARCAÇÃO DE TERRA INDÍGENA NO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

REDAÇÃO -


Congresso em Foco informa que a transferência da responsabilidade sobre a demarcação de terras indígenas e quilombolas para o Ministério da Agricultura foi criticada duramente por entidades ligadas à defesa desses povos. Para dirigentes dessas organizações, ao tratar do assunto em medida provisória logo em seu primeiro dia de mandato, o presidente Jair Bolsonaro cumpre acordo com lideranças do agronegócio, que apoiaram sua eleição, e estimula o conflito no campo. A pasta é tradicionalmente ocupada por lideranças ruralistas.

“Levar a demarcação e a titulação de áreas indígenas e de quilombolas e toda a questão da reforma agrária para uma pasta coordenada pelos ruralistas é como deixar a raposa cuidando do galinheiro”, criticou o secretário-adjunto do Conselho Missionário Indigenista (Cimi), Gilberto Vieira.

Em nota, o Instituto Socioambiental (Isa) diz que a transferência das decisões sobre demarcações de terras indígenas e quilombolas expõe “inaceitável e inconstitucional conflito de interesses” e indica que a política do novo governo não será voltada para a solução de conflitos agrários, mas para “a concentração fundiária e a submissão do interesse nacional aos corporativos”. (via DCM)