21.1.19

ENTREVISTAS CHAPA BRANCA: FLÁVIO BOLSONARO DIZ QUE R$ 1 MILHÃO É DINHEIRO DE VENDA DE IMÓVEL; MICHELE BOLSONARO NÃO É PERGUNTADA SOBRE CHEQUE DO QUEIROZ

REDAÇÃO -


Texto de Silvia Amorim no Globo informa que ao falar pela primeira vez sobre as movimentações financeiras atípicas identificadas em suas contas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) disse neste domingo que o dinheiro dos depósitos fracionados feitos em 2017 é proveniente da venda de um apartamento. A explicação foi dada por ele em entrevista ao programa “Domingo Espetacular”, antecipada pelo portal “R7”. Flávio também afirmou que o pagamento de R$ 1 milhão de um título bancário da Caixa Econômica Federal, também relatado pelo Coaf, se refere à compra deste mesmo imóvel.

De acordo com a publicação, na sexta-feira, reportagem do “Jornal Nacional”, da TV Globo, mostrou que o Coaf encontrou 48 depósitos no valor de R$ 2 mil entre junho e julho de 2017 nas contas bancárias de Flávio. O Coaf não identificou quem fez os depósitos, que totalizam R$ 96 mil. O fracionamento deles pode indicar intenção de impedir a identificação da origem dos recursos. O JN também noticiou que consta no relatório do Coaf um pagamento de R$ 1 milhão de um título bancário por Flávio à Caixa.

Neste domingo, a coluna de Lauro Jardim no GLOBO trouxe mais uma informação sobre o caso. O ex-assessor e ex-motorista de Flávio, Fabrício Queiroz, movimentou R$ 7 milhões em três anos. Até então, o que se sabia era que Queiroz havia movimentado R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, completa o Jornal O Globo.

EM ENTREVISTA CHAPA BRANCA NA RECORD, MICHELE BOLSONARO NÃO É PERGUNTADA SOBRE CHEQUE DO QUEIROZ

Michele Bolsonaro está no epicentro do escândalo de Fabrício Queiroz e foi entrevistada esta noite pela Record, no mesmo programa que fez a entrevista de seu enteado Flávio Bolsonaro.

Nenhuma pergunta sobre o cheque de R$ 24 mil depositados em sua conta por Fabrício Queiroz, amigo de seu marido e funcionário do gabinete de Flávio Bolsonaro, e agora suspeito de lavagem de dinheiro.

Michele falou sobre a linguagem de libras (para comunicação com surdos e mudos), a rotina no Palácio do Alvorada e sobre sua alegada timidez.

Foi uma das entrevistas mais chapas brancas da história do jornalismo brasileiro.

Ela ainda encontrou espaço para criticar a imprensa, no caso da nomeação de uma amiga dela, Priscilla Gaspar de Oliveira, deficiente auditiva, para a Secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Fonte: DCM