2.1.19

LABIRINTO

MIRANDA SÁ -

“O futuro é um labirinto que confunde e assusta, exceto para quem estiver preparado para enfrentar monstros e encontrar a saída” (Anônimo)


A ideia de labirinto nos faz projetar, a partir do ano novo, o que poderá advir do governo Bolsonaro, cujas expectativas estão desenhadas nos corações e nas mentes dos patriotas brasileiros que lutaram para livrar o País da praga do narco-populismo, inoculada pelo Partido dos Trabalhadores e os seus puxadinhos “de esquerda”.

Labirinto é toda construção de estrutura intrincada, com ambientes semelhantes que se comunicam por passagens tortuosas e extensos corredores com entradas incertas que levam a saídas falsas.

A palavra dicionarizada é um substantivo masculino de origem grega, labúrinthos, definindo um emaranhado de caminhos que se entrecruzam. É por demais conhecida a história mitológica do labirinto de Creta, que alojava o Minotauro, monstro metade homem, metade touro, devorador de jovens.

O herói Teseu enfrentou e matou o monstro, e encontrou a saída graças ao fio de um novelo que ia desenrolando por orientação de Ariadne, princesa cretense filha do rei Minos.

Os ricaços europeus, ingleses, principalmente, e norte-americanos, constroem nos seus jardins, labirintos de sebes para os jogos de esconde-esconde; também nos parques de diversão encontramos labirintos de espelhos.

Na medicina, o labirinto é a região do ouvido responsável pela noção de equilíbrio, audição e percepção de posição do corpo; e, para alguns psicólogos, é uma figura simbólica que constrói uma imagem mental, metafórica.

Sem metáforas, os governos lulopetistas, não necessitaram do lendário arquiteto Dédalo para construir o labirinto da estagnação econômica, com a superestrutura política e social argamassada por ações fraudulentas e corrupção institucionalizada.

Esta é basicamente a situação que o presidente Jair Bolsonaro deverá enfrentar e responder aos seus eleitores exigentes.  A sua impressionante trajetória na vida pública foi construída sem um partido político totalitário nem uma seita de fanáticos.

A conformação da sua campanha eleitoral agregou inicialmente parentes e amigos próximos, e à medida em que foi levando, confrontando-se com a organização criminosa chefiada por Lula da Silva, atraiu toda a insatisfação nacional contra a atuação e os métodos adotados pelos governos petistas.

Da metade para o fim, recebeu o apoio da maioria silenciosa simpática às teses do liberalismo econômico, da defesa da moral e dos costumes, das tradições da família brasileira e o despertar cívico do amor à Pátria. Nesta onda entrou o Centro Democrático autêntico.

Vitorioso nas urnas, Bolsonaro assume a Presidência da República, com inegável apoio popular, 65% dos entrevistados pela pesquisa Datafolha. Este índice de otimismo abre as cortinas do palco Brasil para uma nova era que representa uma reformulação dos governos anteriores, varrendo para sempre os malefícios dos governos lulopetistas.

Entramos no labirinto deixado por desgovernos após a redemocratização, e esperamos que não haja apenas uma troca de guarda, mas uma reestruturação do aparelho de Estado e mudanças concretas na administração federativa. Para isto, Bolsonaro e sua equipe estudaram e prepararam um rol de medidas para recuperar a economia e realizar ações na segurança pública.

Temos à frente dos destinos econômicos o ministro Paulo Guedes, em quem está depositada a confiança do empresariado e dos economistas descomprometidos com a política emperrada do ideologismo narcopopulista.

À frente da Justiça e Segurança Pública, apoiado por 86% dos brasileiros, temos Sérgio Moro, que recebeu carta branca de Bolsonaro para implantar um “modelo Lava Jato” de combate à violência e criminalidade.

Em seu primeiro discurso após tomar posse, o novo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, resumiu como será a nova política externa, dizendo que “O Brasil voltará a ser um país livre de amarras ideológicas”, depositando assim nas mãos do chanceler Ernesto Araújo, a condução da diplomacia de gigante, libertando o Itamaraty do comissariado bolivariano.

Em nome do contribuinte esperançoso de receber da máquina pública o equivalente ao valioso tributo pago, queremos a revisão de atos e contratos dos governos anteriores como prometeu o Presidente na campanha;

Entre os compromissos assumidos, aguardamos a varredura nos cargos comissionados, cujo aparelhamento é prejudicial na administração pública; pedimos que a “caixa preta” do BNDES seja aberta e que se puna os responsáveis por empréstimos lesivos ao Erário;

Queremos a depuração das empresas estatais e a privatização das ineficientes e deficitárias; desejamos que seja dado publicidade aos gastos abusivos de portadores de cartões corporativos usados nos últimos 16 anos;

E temos a esperança de que venham as reformas indispensáveis à conquista do desenvolvimento econômico e social, tendo como prioridade máxima a reforma da Previdência.

Finalmente, desejamos, de coração, o êxito da nova gestão, ofertando-lhe o Fio de Ariadne para o desempenho de ações desburocratizantes, da menor intervenção estatal na economia, e do esforço para banir de todo e sempre a corrupção, o monstro labiríntico que vinha devorando o futuro do Brasil.